A Arábia Saudita anunciou hoje que a OPEP+ não pode fazer mais nada que contribua para a descida dos preços do gás.
“Neste caso, o nosso papel é muito limitado. A questão aqui não é saber quanto petróleo crude será exportado, pois mesmo que disponibilizássemos toneladas e toneladas, quem é que vai refiná-lo? Quem precisa disto?”, rematou o ministro da Energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, durante o Fórum de Energia “ceraWeek”, na Índia.
O governante adiantou ainda que a a procura de petróleo pode aumentar entre 500 mil e 600 mil barris por dia se o inverno do hemisfério norte for mais frio do que o normal, o que representa cerca de 0,5% do consumo global.
“Sinto-me frustrado porque o petróleo está a ser trazido para cima da mesa, quando as verdadeiras questões não estão a ser atendidas”, advertiu o príncipe.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados — um grupo de 23 países liderados pela Arábia Saudita e pela Rússia — comprometeram-se a aumentar a produção diária do “ouro negro” em 400.000 barris por mês.
Alguns dos grandes consumidores mundiais, como os EUA e o Japão, pediram aos exportadores que tomassem mais medidas, de forma a baixar os preços do petróleo, que subiram cerca de 65% este ano, superando os 80 dólares o barril e em alguns dias os 85 dólares o barril.
Os futuros do gás e do carvão dispararam para níveis recordes nas últimas semanas, num cenário de escassez de combustíveis, sobretudo na Europa e da Ásia.












