Exportações de componentes automóveis sofrem queda de 10,8% em julho

As exportações de componentes automóveis assistiram a uma queda de 10,8% no mês de julho, em comparação com o mesmo período de 2019, fixando-se assim nos 701 milhões de euros.

André Manuel Mendes

As exportações de componentes automóveis assistiram a uma queda de 10,8% no mês de julho, em comparação com o mesmo período de 2019, fixando-se assim nos 701 milhões de euros.

De acordo com a AFIA – Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel, após uma análise às vendas para o mercado externo nos primeiros sete meses do ano, verifica-se que as exportações apenas estiveram acima do nível verificado em 2019 durante os meses de fevereiro e março.



“Assim, e no acumulado até julho de 2021, as exportações de componentes automóveis atingiram os 5.538 milhões de euros. Um valor que representa uma diminuição de -4,6% no que se refere ao mesmo período de 2019”, pode ler-se na nota enviada pela associação.

No período temporal referido, Espanha mantém a primeira posição com vendas de 1.609 milhões de euros (+2,7%), seguida da Alemanha com 1.123 milhões de euros (-6,3%) e em terceiro lugar surge a França com um registo de 666 milhões de euros (-22,7%). Para o Reino Unido totalizaram-se 265 milhões de euros (-45,4%). “No total, estes 4 países concentram 66% das exportações portuguesas de componentes automóveis”.

A escassez de semicondutores, o Brexit e a situação pandémica são alguns dos fatores que afetaram a exportação dos componentes.

Tendo em conta esta realidade, a AFIA reforça o pedido para “que sejam criadas soluções flexíveis para as empresas de componentes automóveis, para que estas se possam adaptar aos ciclos de produção e assim responderem de uma forma mais eficaz e eficiente às flutuações das encomendas”.

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