Os preços do petróleo caíram esta sexta-feira e rumam àquela que será a sua maior queda semanal pelo menos desde maio.
A maior oferta está, aliás, a assustar os investidores, avança a Reuters, com a OPEP provavelmente a aumentar a produção, para responder a uma potencial retoma da procura, à medida que mais países recuperam da pandemia.
O Brent para setembro caiu 37 centavos, a 73,10 dólares o barril, registando uma queda de 3,2% nesta semana, após dois dias de fortes quedas. “Será a maior queda semanal do Brent desde maio”, sublinha a Reuters.
O petróleo bruto dos EUA para agosto caiu 35 centavos, para 71,30 dólares o barril, a caminho de uma queda de mais de 4% nesta semana, a sua maior queda semanal desde março.
As discussões sobre a política de abastecimento dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Rússia e outros produtores (grupo denominado OPEP +) terminaram sem acordo este mês, depois de os Emirados Árabes Unidos se terem oposto a prolongar a política de produção além de abril de 2022.
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos chegaram, no entanto, a um acordo esta semana, abrindo caminho para a OPEP+ finalizar um acordo que permitiria mais abastecimento no mercado.
A Opep disse, na quinta-feira, que espera que a procura mundial de petróleo aumente no próximo ano, para níveis pré-pandemia – cerca de 100 milhões de barris por dia (bpd) – liderada pelo crescimento da procura nos Estados Unidos, China e Índia.
A produção da OPEP em junho aumentou de 590 mil bpd para 26,03 milhões bpd.
“A produção deve aumentar ainda mais em julho e esperamos que os preços altos incentivem ainda mais a produção do grupo, mesmo sem um acordo formal para o fazer”, disse a Capital Economics em nota, citada pela Reuters.














