A FIFA apresentou uma ação judicial contra Joseph Blatter, ex-presidente da organização, por gestão danosa.
No comunicado divulgado pela entidade que tutela o futebol mundial pode ler-se que, “após auditoria forense, foi concluído que houve atos de gestão danosa por parte da anterior presidência”, nomeadamente no que toca à celebração do contrato de cerca de 500 milhões de francos (460 milhões de euros) entre a FIFA e a empresa de seguros Swiss Life para o lançamento do Museu Mundial do Futebol, em Zurique, notícia o Financial Times.
O contrato entre a FIFA e a Swiss Life estabelece o valor de 333 milhões euros de arrendamento, até 2045, após um gasto de 130 milhões de euros em reformas para a instalação do Museu. Segundo a auditoria da FIFA, estes valores revelam-se “exagerados” e resultado de má gestão, conflito de interesses e favorecimento pessoal por parte Sepp Blatter.
O Museu Mundial da FIFA – situado mesmo ao lado do Hotel Baur au Lac, onde vários funcionários da entidade foram presos sob suspeitas de corrupção – tem recebido pouquíssimos visitantes desde a sua inauguração há quatro anos, contribuindo apenas com 2 milhões e meio de euros para as receitas da FIFA. Trata-se de um edifício de 10 andares, com 3.000 metros quadrados de espaço para exposições, eventos e refeições, e que tem 140 escritórios, bem no centro de Zurique.
Presidente da FIFA durante 17 anos, entre 1998 e 2015, Blatter renunciou ao cargo quando era o centro de investigações das autoridades helvéticas e norte-americanas, relativas a diferentes casos de atividade criminosa e corrupção. Um desses casos era o alegado pagamento de 1,8 milhões de euros em 2011 a Michel Platini, então presidente da UEFA. Blatter e Platini foram suspensos, tal como Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA, além de impedidos de exercer qualquer tipo de função no futebol até outubro do próximo ano. O ato eleitoral entretanto realizado no início de 2016 permitiu que fosse Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA entre 2009 e 2016, a suceder a Blatter no cargo.
Mas, nos últimos meses, a FIFA tem enfrentado várias investigações . Em novembro, Infantino foi investigado pelo Conselho de Ética da FIFA e pelo Ministério Público suíço por ter usado um jato particular do Suriname para Genebra. O caso foi encerrado pelo Conselho Disciplinar da FIFA.












