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Como lhe demos conta no ensaio ao Mazda6 Wagon 2.2 SKYACTIV-D 150 Evolve Navi, a gama do familiar nipónico acaba de sofrer uma actualização, de forma a tornar muito mais actual e capaz de fazer face aos novos concorrentes.
Se já ensaiámos a carrinha, porque motivos fazemos o mesmo com sedan. Olhando para a interminável designação Mazda6 2.2 SKYACTIV-D 175 AT Excellence Leather Cruise TAE Navi, percebe-se que se trata da versão mais potente do bloco 2.2 Diesel, com 175 cv, associada à caixa automática de seis velocidades e ao mais elevado nível de equipamento, que é o único disponível com o motor de 175 cv.
Além das evidentes diferenças estéticas para a carrinha, a carroçaria Sedan destaca-se por apresentar dimensões mais generosas no que toca ao comprimento e distância entre-eixos, o que acarreta benefícios no que toca ao espaço para as pernas dos ocupantes do bancos traseiro. São sete centímetros que se notam e podem fazer a diferença. O mesmo não acontece com a capacidade da bagageira, que é inferior em 42 litros, oferece um acesso muito pior e não oferece as mesmas soluções de versatilidade. Aliás, a bagageira da versão de quatro portas e tão comprida que, por vezes, se torna muito difícil aceder a alguns objectos.
No caso do nível de equipamento Excellence, principalmente quando associado a todos estes pacotes, pode-se dizer que nada falta à lista de equipamento de série. Há faróis adaptativos em LED, sensores para tudo e mais alguma coisa, camara de marcha-atrás, sistema de navegação, head-up display, bancos em pele com regulação eléctrica, sistema de som Bose, entre outros elementos mais corriqueiros. Não direi que são todos essenciais, mas a verdade é que melhoram bastante a qualidade de vida a bordo face à versão Evolve, ao mesmo tempo que os acabamentos diferentes elevam o requinte a outro patamar.
Apontando o foco para o motor, os 25 cv e os 40 Nm de binário extras face à versão menos potente representam uma melhoria de 1,2 segundos na aceleração 0-100 km/h e mais 13 km/h de velocidade máxima. Se pensarmos na unidade em causa, com caixa de velocidades automática, a diferença é bastante menor, já que esta perde 0,5 segundos para a unidade manual e 7 km/h de velocidade máxima.
Já no que toca aos consumos, a versão menos potente é consideravelmente menos frugal, anunciando um consumo médio inferior em 0,6 l/100 km. Mais uma vez, no caso da unidade automática, a diferença piora um pouco, com um consumo médio superior em 0,3 l/100 km face à versão manual.
Na prática, nota-se um maior vigor da versão mais potente nos regimes médios e nas velocidades elevadas de auto-estrada, mas nada que faça realmente a diferença, já que a caixa automática atenua grande parte do diferencial de potência. Na questão económica a diferença é mais evidente, havendo sempre um consumo notoriamente superior, que não faz deste Mazda6 um automóvel propriamente poupado, mesmo quando os ritmos impostos são pacatos.
Contudo, apesar da matemática não deixar qualquer dúvida da maior eficiência da unidade manual, a utilização diz-nos que o desempenho da unidade automática é notável no que toca a suavidade, tornando a condução muito mais agradável ao confortável. Não é tão rápida quanto algumas unidades de dupla embraiagem, mas a verdade é que o conversor de binário apresenta imensas vantagens no que toca ao conforto, tirando o máximo partido do excelente bloco Diesel.
Seja qual a versão do motor, a dinâmica do Mazda6 é sempre de excelente nível, havendo aqui uma maior interferência das jantes de 19”, que não só retiram um pouco de agilidade ao chassis, como, acima de tudo, prejudicam o conforto de forma notória. Infelizmente, não há forma de ter 175 cv sem as jantes de 19”.
Face à versão manual do bloco de 175 cv, a versão com caixa automática acrescente 3.630 euros ao PVP, o que se pode justificar pela evidentes melhorias no conforto, até porque estamos perante uma das melhores unidades do mercado. No entanto, há que ter em conta a redução da performance e aumento do consumo.
FICHA TÉCNICA
| Motor | |
| Tipo | 4 cilindros em linha, long., inj. common-rail, turbo |
| Cilindrada | 1968 |
| Diâmetro x curso (mm) | 86,0×94,3 |
| Taxa compressão | 14,0:1 |
| Potência máxima (cv/rpm) | 175/4500 |
| Binário máximo (Nm/rpm) | 420/2000 |
| Transmissão e direcção | |
| Tracção | Dianteira |
| Caixa | Automática de 6 velocidades |
| Direcção | Pinhão e cremalheira, com assistência eléctrica |
| Dimensões e pesos | |
| Comp./largura/altura (mm) | 4870/1840/1450 |
| Distância entre eixos (mm) | 2830 |
| Largura de vias fte/tras. (mm) | 1595/1585 |
| Travões fr/tr. | Discos ventilados/discos |
| Peso (kg) | 1420 |
| Capacidade da bagageira (l) | 480 |
| Depósito de combustível (l) | 62 |
| Pneus série | 225/45 R19 |
| Prestações e consumos | |
| Aceleração 0-100 km/h (s) | 8,4 |
| Velocidade máxima (km/h) | 216 |
| Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) | 4,2/6,0/4,8 |
| Emissões de CO2 (g/km) | 127 |
| Preço (Euros) | 47.956 |
Equipamento de série
Retrovisores exteriores com regulação e rebatimento eléctricos
Jantes de liga leve de 19″
Sistema de controlo da pressão dos pneus
Ar condicionado automático com regulação independente
Volante desportivo multifunções, em couro
Sistema ISOFIX no banco do passageiro dianteiro
Estofos em pele
Bancos dianteiros eléctricos, com memória para o condutor
Bancos dianteiros aquecidos
Airbag do passageiro desligável
Airbags laterais dianteiros com airbag de cortina
Faróis dianteiros integralmente em LED, adaptativos
Assistente de máximos
Aviso de viatura no ângulo-morto
Assistente e avisadora de transposição involuntária de faixa
Travagem automática
Cruise-control
Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros
Camara de marcha-atrás
Sensor de luz e chuva
Head-up display
Tecto de abrir eléctrico
Interface Bluetooth
Sistema de navegação















