O que são stablecoins e como funcionam?

Ao contrário da maioria das criptomoedas, a característica essencial das stablecoins é a estabilidade, porque a avaliação deste ativo depende sempre, da valorização de outro, vivendo no mercado atrelado a commodities, a títulos financeiros e até a moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro.

Fábio Carvalho da Silva

A Bitcoin sofreu uma queda de 8% na sexta-feira e de 36% durante o mês de maio, o pior desempenho mensal desde setembro de 2011, tendo arrastado consigo outras moedas digitais, o que levou vários bancos centrais e instituições financeiras espalhadas pelo mundo, da China, passando pelo Japão até à Inglaterra a reforçar o “não” quanto ao investimento em criptomoedas.

Face a estes apelos, vários investidores voltaram-se para as stablecoins, originando uma discussão em torno deste tipo de ativos.



O que é uma stablecoin?

Ao contrário da maioria das criptomoedas, a característica essencial das stablecoins é a estabilidade, porque a avaliação deste ativo depende sempre, da valorização de outro, vivendo no mercado atrelado a commodities, a títulos financeiros e até a moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro.

Este tipo de ativo tem ganho cada vez mais sucesso, sobretudo porque é bastante utilizado em transações DeFi e por ser uma ferramenta financeira explorada por vários bancos centrais como testes pilotos de moedas digitais estaduais, e como objeto de investimento por parte de sociedades e bancos comerciais como a Goldman Sachs.

No caso dos bancos centrais, os projetos mais avançados são os da China, Suécia e Bahamas. No entanto, um estudo do Bank for International Settlements mostrou que os bancos centrais que representam um quinto da população mundial pretendem criar uma representação digital das suas moedas nacionais.

Os mercados emergentes mostraram interesse nestes projetos, mas nos últimos meses as discussões tem sobretudo desenrolado nos EUA, na Europa e no Reino Unido, com o dólar, o euro e a libra digitais, respetivamente.

Para além disso, já há várias empresas privadas que pretendem ter a sua própria stablecoin, como é o caso do Facebook, que durante  segundo semestre de 2019,  anunciou que iria criar a Libra.

Neste momento, a Stablecoin líder de mercado é a Tether. Criado em 2014, e avaliado em 60 mil milhões de dólares  este criptoativo converte dinheiro fiduciário em moedas digitais. Esta stablecoin é gerida pela Tether Limited, que está intimamente associada à iFinex, que é a empresa-mãe da reconhecida exchange Bitfinex.

Porém, as stablecoin ainda carecem de regulamentação em praticamente todo o mundo, e tanto o mercado europeu como o português não são exceção. A Tether, por exemplo, foi multada em 18,5 milhões de dólares pelo Ministério Público de Nova Iorque por “ter mentido sobre a quantidade de reservas de dólar que tinha e que sustentam o valor de cada Theter”.

 

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