100 dias de Biden. Afinal, o que mudou?

Joe Biden tomou posse como 46.º Presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro.

Ana Sofia Ribeiro

Com apenas 100 dias de mandato, o rumo do país já levou uma reviravolta completa. Joe Biden tomou posse como 46.º Presidente dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro e os primeiros 100 dias ficam marcados por uma diferença abismal em relação ao seu antecessor, Donald Trump.

No meio de uma pandemia colossal, a vacinação e a imunidade de grupo foi um dos principais bastiões da sua campanha, não esquecendo as questões económicas e sociais que ganharam um novo rumo.



E parece que Joe Biden passou no teste, porque os norte-americanos dão-lhe nota positiva nestes primeiros 100 de governo. De acordo com um inquérito realizado pela agência Reuters, em conjunto com a Ipsos, divulgado esta terça-feira, o presidente democrata regista um nível de aprovação geral de 55%, um valor superior ao do ex-presidente Donald Trump. Apenas 40% das pessoas desaprovam o mandato de Joe Biden e os restantes 5% diz não ter uma opinião formada.

A pontuação mais alta foi atribuída às medidas de combate à pandemia (65%), um valor que contrasta com os 38% que Donald Trump registou. Num país que soma atualmente mais de 570 mil mortes, o atual presidente anunciou que já foram administradas 200 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, com 27% da população está completamente vacinada – mais de 90 milhões de pessoas, de uma população total próxima de 330 milhões. Biden pode ainda orgulhar-se de não ter resvalado nenhum prazo sobre os planos de vacinação.

Seguem-se no ranking as medidas para unificar o país, onde 56% diz aprovar os esforços do novo presidente. Já sobre as alterações climáticas e o aquecimento global, 54% aprova as medidas adotadas até agora, nomeadamente, a meta de reduzir até 52% as emissões de gases até 2030.

A imigração continua a ser, de resto, o seu grande desafio, o que aliás fica evidente no mesmo estudo – apenas 42% aprovaram. Os norte-americanos apontam o dedo a Biden, por não conseguir resolver totalmente o problema da imigração ilegal, embora tenha revertido várias políticas sociais de Trump, como a construção do muro na fronteira com o México, preferindo uma política de imigração articulada com os países da América Central, e ainda a aprovação de medidas contra a separação de crianças das suas famílias.

O plano de resgate da pandemia, de 1,9 biliões de dólares, aprovado pelo Congresso em março, e a reforma fiscal, que pretende elevar o imposto das empresas de 21% para 28%, arrecadando 2,5 biliões de dólares nos próximos 15 anos, definiram, entre outros, o programa económico de Joe Biden nestes primeiros 100 dias de mandato.

O mundo reconhece agora um país mais pacífico com Biden na frente – a retirada definitiva das tropas do Afeganistão, o diálogo sobre pacto nuclear com o Irão, que os EUA abandonaram em 2018, as sanções aplicadas à Rússia por ciberataques e influência nas eleições, e até a primeira reunião bilateral com a China.

Os 100 dias de Biden na Casa Branca são assinalados hoje no mundo inteiro, com a imprensa internacional “inundada” dos feitos do novo presidente dos Estados Unidos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.