O Governo está a preparar, e deve apresentar até ao final desta semana, o pagamento das retenções na fonte em prestações e o adiamento dos compromissos associados às linhas de crédito (neste caso, até ao fim do ano).
Segundo apurou o Negócios junto de fonte das Finanças, as entidades que efetuam retenções de impostos na fonte deverão passar a poder fazer as respetivas entregas ao Fisco em prestações, tal como aconteceu durante o primeiro confinamento, no ano passado.
Trata-se de um apoio de natureza fiscal destinado a ajudar as empresas, que ficam com mais liquidez, ainda que de forma temporária. Os detalhes da medida estão ainda a ser trabalhados, mas devem ser semelhantes ao que foi feito no ano passado, segundo o jornal.
Desta forma, as quantias retidas na fonte referentes a IRS e IRC, que normalmente têm de ser entregues até ao dia 20, todos os meses, devem poder ser pagas em três ou seis prestações, sem juros e sem necessidade de prestação de garantia.
“Sabemos que este confinamento teve uma duração longa e por isso sentimos necessidade de reforçar os apoios ao emprego e a outros custos e medidas de caráter fiscal no sentido de alívio da tesouraria”, disse ontem o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.





