EUA: Bispos desaconselham católicos a receberem vacina da Johnson & Johnson

A vacina é a terceira a ser autorizada para utilização nos Estados Unidos e será aprovada na Europeia já na próxima semana, possivelmente no dia 11 de março.

Mara Tribuna

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Johnson & Johnson (J&J) começou esta semana a ser administrada nos Estados Unidos, mas alguns bispos norte-americanos estão a desaconselhar os católicos a receberem o imunizante de dose única, se existirem outras alternativas disponíveis, revela a CNN.

A Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, bem como, pelo menos, seis outras dioceses de todo o país, divulgaram declarações onde expressam “preocupações morais” sobre a vacina, uma vez que utiliza células cultivadas em laboratório que descendem de linhas celulares de fetos abortados.



A vacina é a terceira a ser autorizada para utilização nos Estados Unidos e será aprovada na Europeia já na próxima semana, possivelmente no dia 11 de março.

Ao contrário de outras vacinas contra a covid-19, como a da Pfizer/ BioNTech e a da Moderna, a da Johnson & Johnson requer apenas uma dose e pode ser mantida a uma temperatura normal no frigorífico, o que a torna também mais fácil de transportar.

Perante as advertências dos bispos norte-americanos, as autoridades de saúde alertaram que os cidadãos devem receber a vacina que lhes é oferecida.

“Se for oferecida a vacina da Johnson & Johnson às pessoas, elas não devem dizer: ‘Não a quero’. Não estamos num cenário em que possamos escolher as vacinas”, avisou o diretor da Clínica de Investigação de Vacinas do Alabama, Paul Goepfert, citado pela CNN.

Antes da autorização de utilização de emergência dos EUA dada à vacina da Johnson & Johnson, o gabinete doutrinal da Igreja Católica Romana – a Congregação para a Doutrina da Fé – disse que era “moralmente aceitável receber vacinas contra covid-19 que tenham usado linhas celulares de fetos abortados na sua investigação e processo de produção”.

A declaração da Conferência dos Bispos dos EUA está, por isso, em desacordo com uma nota aprovada pelo Papa Francisco, que recebeu uma vacina contra a covid-19 em janeiro. A nota emitida em dezembro dizia que “a utilização de tais vacinas não constitui uma cooperação formal com o aborto do qual derivam as células utilizadas na produção das vacinas”.

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