McDonald’s com ‘luz verde’ para processar antigo CEO. Tinha casos com funcionárias

Um juiz de um tribunal de Delaware, nos Estados Unidos, aprovou os esforços da gigante de fast-food McDonald’s para processar o antigo diretor, Steve Easterbrook, por alegadamente ter encoberto relações sexuais com funcionárias.

Mara Tribuna

Um juiz de um tribunal de Delaware, nos Estados Unidos, aprovou os esforços da gigante de fast-food McDonald’s para processar o antigo diretor, Steve Easterbrook, por alegações de que o ex-executivo tinha encoberto relações sexuais com funcionárias.

Esta terça-feira o juiz Joseph Slights do Tribunal de Chancelaria de Delaware negou a moção de Steve Easterbrook para retirar a ação judicial da empresa contra o próprio.



A McDonald’s processou o antigo CEO em agosto, alegando que a empresa encontrou novas provas de que encobriu as relações sexuais com três funcionárias durante o último ano à frente da empresa. Segundo a cadeia de fast-food, os inspetores descobriram nos computadores da empresa “dezenas de fotografias e vídeos nus, parcialmente nus, ou sexualmente explícitos de várias mulheres”, incluindo três empregadas da McDonald’s.

Easterbrook foi despedido pela McDonald’s em novembro de 2019, após uma investigação sobre a sua relação com uma funcionária. Na altura, as autoridades encontraram provas de que a relação era sexual, mas não física. Steve Easterbrook foi expulso e recebeu indemnizações no valor de até 57 milhões de dólares.

A empresa alega que Easterbrook apagou fotos e vídeos do seu telemóvel que teriam levado os inspetores a descobrir as suas relações sexuais com outras funcionárias em 2019. Se a McDonald’s tivesse esta informação, diz a gigante de fast-food, não teria concedido a indemnização a Easterbrook.

O advogado do antigo executivo argumentou que a McDonald’s poderia ter tido acesso às provas quando o acordo de rescisão foi assinado, em novembro de 2019. Além disso, a McDonald’s entrou com a ação judicial no estado errado, argumentou ainda o advogado.

No entanto, o juiz do tribunal de Delaware não ficou convencido com estes argumentos e negou a moção de Steve Easterbrook.

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