Covid-19: Comissão Europeia oficializa controlos na exportação de vacinas

A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira a imposição oficial de regras especiais para a exportação de vacinas contra a Covid-19 para países terceiros, fora da União Europeia (UE).  

Simone Silva

A Comissão Europeia anunciou esta sexta-feira a imposição oficial de regras na exportação de vacinas contra a Covid-19 para países terceiros, fora da União Europeia (UE). O anúncio foi feito em conferência de imprensa.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

«Hoje a Comissão adotou um regulamento de implementação que torna a exportação de certos produtos sujeita a uma autorização especial», referiu o vice-presidente executivo, da UE, Valdis Dombrovskis, na conferência de imprensa em Bruxelas. «Este regulamento diz respeito à transparência e exportação de vacinas Covid-19», acrescentou.

A Comissária para a Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides, também presente no evento, referiu que, «no ano passado, trabalhámos arduamente para obter acordos de compra antecipada com produtores de vacinas e levar vacinas aos cidadãos, na Europa e fora dela».

«Demos financiamento inicial às empresas para construir a capacidade de produção necessária para produzir vacinas, com o objetivo de que as entregas pudessem começar assim que (as vacinas) fossem autorizadas», adiantou a responsável.

Desta forma, Kyriakides pede agora maior «transparência sobre o destino das vacinas», bem como a «garantia de que chegam aos nossos cidadãos. Somos responsáveis ​​perante os europeus, esse é um princípio fundamental para nós», disse.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Esta informação já tinha sido avançada há dias pela responsável, sendo agora oficializada formalmente. O anúncio surge na sequência de um «braço de ferro» entre a UE e a Astrazeneca, a empresa sueco-britânica que produz uma das vacinas contra a Covid-19, em parceria com a Universidade de Oxford.

Bruxelas tem vindo a criticar a empresa devido aos atrasos na cadeia de abastecimento, que atualmente não se verificam no Reino Unido. Por sua vez, a AstraZeneca disse que o fornecimento britânico não foi prejudicado, porque assinou os seus acordos com a empresa antes da UE.

No início desta semana, o CEO da empresa, Pascal Soriot, disse ao jornal italiano, La Repubblica: «Estamos basicamente dois meses atrasados ​​face à situação em que queríamos estar. Também tivemos problemas iniciais como este na cadeia de abastecimento do Reino Unido. Mas o contrato foi assinado três meses antes do acordo europeu de vacinas.»

«O que significa que, com o Reino Unido, tivemos um extra de três meses para corrigir todas as falhas que vivemos. Quanto à Europa, estamos com três meses de atraso na fixação dessas falhas», concluiu.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.