As autoridades policiais temem que os protestos voltem às ruas, em dezembro, e que existam episódios violentos devido à renovação do estado de emergência e consequentes restrições para a covid-19 e ao agravamento da crise nos setores mais afetados (como restauração, turismo, cultura). Segundo avança o Expresso que cita fontes policiais, o aumento da violência é considerado “muito provável”.
“Há uma enorme fadiga pandémica e muitas pessoas estão desesperadas e meio perdidas”, diz uma fonte das forças e serviços de segurança ouvida pelo Expresso.
Há duas semanas, houve uma manifestação no Porto feita por empresários da restauração, onde a polícia teve de intervir. Em Lisboa, no dia seguinte, também se realizou um protesto deste género. Trata-se do movimento “a pão e água”, organizado por empresários e trabalhadores dos setores mais afetados.
As autoridades receiam que estes protestos se agudizem em dezembro. Além disso, temem também que os movimentos de extrema-direita se aproveitem deste descontentamento policial. Como escreve o Expresso, citando as mesmas fontes: “O objetivo da extrema-direita é instrumentalizar a insatisfação popular causada pelas medidas mais duras”.
Segundo adianta o semanário, têm existido algumas tentativas de infiltração por parte de militantes mais radicais nos movimentos que defendem os bares e restaurantes, sobretudo no Norte de Portugal.












