A ministra da saúde, Marta Temido, admitiu esta quarta-feira que alguns hospitais têm vindo a reprogramar serviços não urgentes, em virtude da pressão sentida com a crise de saúde pública da Covid-19, sublinhando que a situação pode acentuar-se ainda mais.
Na habitual conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia em Portugal a responsável refere que o sistema «não é inelástico» e não é possível «substituir profissionais de saúde por outros, formar médicos e enfermeiros rapidamente, dar-lhes todo o treino que precisam», afirma pedindo mais esforços para uma maior solidariedade no sentido de controlar a pandemia.
«Recordo-vos que alguns hospitais têm vindo a reprogramar alguma atividade e que isso poderá ser feito ainda em maior quantidade», afirmou a responsável. «No limite a capacidade do Serviço Nacional de Saúde é de mais de 18 mil camas de enfermaria geral e à data de ontem de mais de 960 camas de cuidados intensivos», acrescenta.
«As camas são um bem finito, não são infinitas mas têm uma gestão flexível e vamos procurando afetá-las àquilo que são as necessidades de cada momento, de cada dia», refere Mara Temido sublinhando que «há alguma possibilidade de aumentar algumas camas, ativando algumas enfermarias e alocando alguma atividade». É por isso, que os números são »dinâmicos», acrescenta.
Portugal registou 5.891 novos casos de infeção com o novo coronavírus e 79 mortes associadas à doença covid-19 nas últimas 24 horas, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje. Desde o início da pandemia o país já registou 3.632 mortes e 236.015 casos de infeção pelo novo coronavírus, estando hoje ativos 78.641 casos, mais 1.555 do que na terça-feira.













