Este é o ano das farmacêuticas. Aumento dos lucros das gigantes mundiais pode chegar aos 50%

As 18 empresas com maior capitalização bolsista (mais de 18.500 milhões de euros) registaram um lucro líquido de 89.300 milhões no ano passado.

Sónia Bexiga

As fabricantes de medicamentos mais valiosas em bolsa vão passar de 89 mil milhões de euros em 2019 para 136 mil milhões em 2020. Entre os principais ‘players’ do setor, a Johnson & Johnson destaca-se por obter o maior lucro, a AbbVie por estar a ser negociada pelos mais baixos valores por ação e a chinesa WuXi AppTec por ser a preferida dos analistas.

Mas apesar de a Johnson & Johnson ser apontada como a farmacêutica que atingirá o maior lucro em 2020 – entre as 18 empresas do setor mais valiosas em bolsa, no mundo – não diminui o facto de a Roche ser a segunda que mais fatura, ainda mais quando se espera que ambas registem o melhor lucro da sua história, segundo dados trabalhados pelos analistas da FactSet.

A indústria farmacêutica prepara-se assim para ganhar mais 50% do que em 2019. As 18 empresas com maior capitalização bolsista (mais de 18.500 milhões de euros) registaram um lucro líquido de 89.300 milhões no ano passado.

Em 2020, o montante global será de 134,7 mil milhões, um pouco abaixo dos 136 mil milhões esperados em janeiro para este ano. Em 2021, o valor total chegará a 150 mil milhões de euros, segundo as estimativas da consultora.

Com 48% das vendas de medicamentos, os EUA e o Canadá tiveram a maior participação de mercado no setor farmacêutico em 2017, último ano para o qual a Federação Europeia de Associações e Indústrias Farmacêuticas (EFPIA) fornece dados.

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De um mercado avaliado em 750 mil milhões de euros, a Europa respondeu por 22% e o Japão por 7,7%. Em termos de I&D, os EUA multiplicaram os seus gastos em 7,7 vezes entre 1990 e 2016, enquanto a Europa aumentou em 4,4 vezes.

A Alphabet, detentora da Google, é o maior investidor mundial em I&D, mas a Roche e a Johnson&Johnson também estão entre os dez primeiros. Este último perde cerca de 2% na bolsa até agora (este ano) e as suas ações valem 142 dólares, o que os deixa a 10% do seu máximo anual (155,5 dólares).

Apesar disso, as previsões indicam que a J&J fature este ano 18.173 milhões de euros – o mais lucrativo da sua história -, mais 34,5% do que em 2019.

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Se a J&J se destaca pelos lucros, a AbbVie brilha pelos valores negociados no mercado de ações. Os ganhos esperados para 2021 são comprados a 7,8 vezes, 60% abaixo da média das 18 empresas em análise (20 vezes).

Por fim, destaca-se a farmacêutica chinesa WuXi AppTec, cotada nas bolsas de Xangai e Hong Kong com alta de participação após ter ganho mais de 90% este ano. É uma empresa forte e é aquela que obtém a melhor recomendação de compra para um grupo de 25 analistas que a seguem.

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