«Disjuntores». O que são e como funcionam no combate à Covid-19

Essencialmente, os «disjuntores» são bloqueios, mas por um período limitado de tempo, sendo projetados para quebrar a cadeia de transmissão e reduzir a taxa de infeção.

Simone Silva

O termo «disjuntor» tornou-se comum em tempos de pandemia, sobretudo no Reino Unido nas últimas semanas, à medida que o país procura uma forma mais rápida de controlar a segunda vaga do novo coronavírus, avança a ‘CNBC’.

O conceito recebeu o cunho de consultores científicos do governo britânico, que recomendaram um «mini lockdown» de duas ou três semanas. Esse conjunto de restrições com um determinado limite de tempo seria projetado para atuar como um «disjuntor» da taxa de infeção, como o nome indica.

Esta ‘apropriação’ do termo justifica-se pela sua essência: em termos técnicos, os disjuntores são dispositivos de proteção que atuam contra curto-circuitos e sobrecargas. Quando algo assim ocorre o disjuntor corta a passagem de corrente no circuito.

A Irlanda do Norte foi a primeira zona do Reino Unido a anunciar que um bloqueio do tipo «disjuntor» teria início a 16 de outubro e duraria duas semanas. Enquanto isso, esta segunda-feira, o País de Gales anunciou um bloqueio semelhante que entrará em vigor na sexta-feira e durará até 9 de novembro.

Em conferência de imprensa na segunda-feira, o primeiro ministro do País de Gales, Mark Drakeford, disse que o mini bloqueio seria «um choque curto e agudo para voltar atrás no tempo, reduzir a carga viral e dar-nos mais tempo».

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Essencialmente, os «disjuntores» são bloqueios, mas por um período limitado de tempo, sendo projetados para quebrar a cadeia de transmissão e reduzir a taxa de infeção. Espera-se que os «disjuntores» ajudem a reduzir a pressão sobre os serviços de saúde à medida que as hospitalizações devido à Covid-19 aumentam.

Os defensores dos «disjuntores» argumentam que, embora não impeçam um vírus de circular, podem reduzir a propagação de infeções, dando mais tempo aos governos e sistemas de saúde para que possam agir, contribuindo para a contenção de uma epidemia.

No entanto, os «disjuntores» não são simples. Devi Sridhar, presidente de saúde pública global da Universidade de Edimburgo, refere que devido ao período desfasado entre a infeção e a hospitalização de pessoas com Covid-19, a eficácia de um bloqueio rápido ainda é questionável.

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«Teríamos que esperar e ver indicações de que o número de casos está a diminuir. É por isso que o sistema de teste e rastreamento, bem como a vigilância são realmente importantes – porque permitem ter uma linha de visão de quantas pessoas realmente têm o vírus», defendeu.

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