Há mais um vírus que está a deixar Espanha em alerta. Governo pede calma

Dois municípios espanhóis têm relatado casos de uma outra doença viral, chamada meningoencefalite, contudo o vírus que a causa ainda permanece desconhecido.

Simone Silva

Dois municípios espanhóis têm relatado casos de uma outra doença viral, chamada meningoencefalite, contudo o vírus que a causa ainda permanece desconhecido e tem espalhado o medo pelos seus habitantes, de acordo com o ‘El Confidencial’.

As províncias de La Puebla del Rio e Coría del Rio, perto de Sevilha, registaram 18 casos de pacientes hospitalizados com a doença, que ao que tudo indica, parece ser causada pela picada de um mosquito, visto que a maioria dos doentes esteve em zonas de campo, onde os insectos são muito frequentes.

Segundo o jornal espanhol os sintomas são alguns: desde febres muito altas, a convulsões, tonturas e perda de visão. No início a febre desencadeou o medo de que se tratasse da Covid-19, contudo o vírus que tem esvaziado as prateleiras de repelentes das farmácias e supermercados da região é outro que ainda não foi identificado.

Uma das hipóteses é que se trate da febre do Nilo Ocidental, uma infecção viral causada por um arbovírus (mosquito), assim como Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre do Mayaro, embora já quatro doentes tenham dado negativo para esse vírus.

O Ministério da Saúde pede calma. O serviço de epidemiologia, a braços com a Covid-19, pede tempo para determinar a origem desta nova infecção viral.

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No entanto, os especialistas continuam inclinados para a Febre do Nilo, aguardando o resultado final de todas as análises, uma vez que essa infecção coincide com os sintomas e também com as picadas de mosquitos, que muitos pacientes foram alvo.

Ignacio Romero, cientista ambiental, antigo técnico da Câmara Municipal de La Puebla, refere-se a um relatório do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências Sanitárias do Ministério da Saúde de Espanha sobre o risco da febre do vírus do Nilo Ocidental.

O documento data de 2017 e é assinado por seis especialistas, de entre os quais Fernando Simón, director do próprio centro espanhol. A doença, que teve origem em 1937 no Uganda, em África, não é considerada, para já, uma preocupação em Espanha, mas os cientistas alertam que deve ser controlada.

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