Apesar de cada país ter uma exposição diferente ao surto do coronavírus, atendendo a que cada tem o seu modelo de produção, já é possível avançar com estimativas das perdas. Ou seja, é possível quantificar de quanto será a fatura a pagar devido à interrupção das cadeias de fornecimento.
Segundo os analistas da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), a Europa será a região mais afetada pela interrupção dos fluxos de bens intermediários, sobretudo nos setores das máquinas, automóvel e produtos químicos, e o montante já atinge os 15,6 mil milhões de dólares (pouco mais de 14 mil milhões de euros).
Para a UNCTAD, os Estados Unidos são segundo território mais afetado com perdas na ordem dos 5,169 milhões de euros, seguindo-se o Japão com 4,639 milhões; a Coreia do Sul com 3,413 milhões, e ainda Taiwan, onde as perdas atingem os 2, 365 milhões de euros.
As estimativas dos economistas da UNCTAD têm por base a projeção de que a crise do coronavírus envolve uma redução das cadeias de valor ‘moderada’, especificamente, na ordem dos 2%.
Esse número é consistente com o recente colapso da produção industrial na China, refletido no PMI de fevereiro, que caiu uns assinaláveis 22 pontos. O PMI, que reflete as expectativas de compra dos gestores está correlacionado com as exportações, e uma redução implica uma redução nas vendas externas.








