Um quarto dos jovens a nível mundial apresenta comportamentos indicadores de adição no que ao telemóvel diz respeito. A conclusão é de um estudo publicado na BMC Psychiatry e leva os investigadores a classificar o problema como crise de saúde pública.
Partindo de mais de 40 estudos disponíveis em oito bases de dados online como Scopus ou PubMed, os autores do novo relatório descobriram que adição à internet e Facebook, compras compulsivas, consumo elevado de álcool e tabagismo são alguns dos problemas associados às gerações mais jovens.
«A utilização problemática do smartphone representa um problema de saúde pública diferente e muito maior do que o consumo de drogas ou o jogo online», indicam os autores. Segundo o estudo, existe mesmo uma correlação entre alguns problemas de saúde mental e o vício no telemóvel, nomeadamente ansiedade, depressão, stress e dificuldades em dormir.
Os investigadores revelam ainda que a maioria da utilização em excesso do telemóvel não está relacionada com jogos, como poderia ser de esperar, mas sim com as redes sociais. Os mais jovens utilizam estas plataformas para conquistar a aceitação dos seus pares.
Parece existir, porém, um lado positivo: os jovens com tendência para serem viciados no telemóvel partilham algumas características e, por isso, poderá ser mais fácil identifica-los e oferecer o apoio de que precisam. Tendem a ser solitários, inseguros e sofrer de baixa autoestima.
«Aqueles em risco têm traços semelhantes aos que correm o risco de sofrer de outras adições. Como o álcool, a utilização do telemóvel é socialmente aceite e amplamente disponível», indicam ainda os autores, citados pela Fast Company.














