A análise de Vasco Falcão, CEO da Konica Minolta
Até um um optimista como eu começa a ver nuvens escuras a aproximar-se da nossa economia. Ainda assim não desisto.
Nos últimos dias li a expressão “Europe first” para contrapor ao já famoso MAGA, dita pelo vice presidente da Comissão Europeia, Stéphane Séjourné. O presidente do Brasil, Lula da Silva, declarou que a globalização neoliberal falhou. A semana passada os governadores do Bundesbank e do Banque of France fizeram soar os alarmes quando publicaram uma rara declaração conjunta na qual avisaram para o risco que a Europa enfrenta em caso de guerra comercial com EUA. Donald Trump por seu lado considera as taxas alfandegárias como fazendo parte de um mundo maravilhoso de oportunidades que os países têm ao seu dispor. Entretanto, as empresas exportadoras da China, Canada e México adiantam-se ao possível conflito e só no porto de Los Angeles o número de contentores recebidos aumentou 25% comparado com mesmo mês do ano passado.
E as empresas portuguesas? Com devem actuar nesta conjuntura?
Aproveitar este novo mundo multipolar que resultará desta “guerra”. Mesmo com este contexto a Organização Mundial do Comércio prevê um aumento de 3% das transações comerciais para o próximo ano. E o caminho a seguir, é pegar no passaporte português que nos permite viajar sem visto para 191 países e procurar novos parceiros de negócio.
Testemunho publicado na edição de Dezembro (nº. 225) da Executive Digest, no âmbito da XXXIX edição do seu Barómetro.














