Wall Street fecha em baixa com resultados dececionantes e tensão EUA/Israel/Irão

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores algo dececionados com as previsões do conglomerado de hipermercados Walmart e crispados com as tensões persistentes entre EUA e Israel e Irão.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 19, 2026
23:18

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, com os investidores algo dececionados com as previsões do conglomerado de hipermercados Walmart e crispados com as tensões persistentes entre EUA e Israel e Irão.


Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,54%, o tecnológico Nasdaq baixou 0,31% e o alargado S&P500 perdeu 0,28%.


“As ações cederam parte dos ganhos que conseguiram na véspera”, descreveu Jose Torres, da Interactive Brokers.


O analista apontou em particular “as previsões menos otimistas do que o habitual apresentadas pela Walmart”.


Este grupo anunciou hoje resultados no quarto trimestre conforme as expectativas, mas indicou esperar uma diminuição dormito de crescimento.


A Walmart também “exprimiu as suas inquietações sobre a disponibilidade de mão de obra, os custos dos insumos e as taxas alfandegárias”, salientou Torres. A ação do grupo recuou 1,98%.


Ao mesmo tempo, “os investidores estão cada vez mais inquietos com a possibilidade de um ataque dos EUA ao Irão”, disse Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, em declarações à AFP.


Donald Trump disse hoje que se deu um prazo de “10 dias” para decidir se era possível um acordo com o Irão, acrescentando que em caso contrário iriam ocorrer “coisas más”.


Na véspera, os EUA já tinham declarado que o Irão “faria bem” em chegar a acordo. “Existem muitas razões e argumentos favoráveis a um ataque ao Irão”, estimara, entretanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.


“A incerteza geopolítica crescente (…) prejudica os investidores”, resumiu Jose Torres.


Quanto a indicadores, a bolsa espera a publicação, na sexta-feira, do índice das despesas pessoais de consumo, relativo a dezembro, bem como notícias sobre o crescimento no quarto trimestre.


 

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