Wall Street fecha com custo do petróleo e dívida em alta e tecnologia em baixa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com os preços altos do petróleo e o custo da dívida a imporem-se, perante a ausência de apoio dos conglomerados tecnológicos.

Executive Digest com Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, com os preços altos do petróleo e o custo da dívida a imporem-se, perante a ausência de apoio dos conglomerados tecnológicos.


Os resultados da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,32%, ao passo que o tecnológico Nasdaq recuou 0,51% e o alargado S&P500 cedeu 0,07%.


“As tensões persistentes entre os EUA e o Irão levam os investidores a reavaliarem a sua exposição ao risco”, afirmou Jose Torres, da Interactive Brokers.


Donald Trump anunciou hoje que renunciou ao lançamento de um ataque ao Irão previsto para terça-feira, em resposta a um pedido de dirigentes de Estados árabes no Golfo Pérsico, e afirmou que estavam a decorrer “negociações sérias”.  


Mas garantiu que estava disposto a lançar “um ataque total e em grande escala” (…), se não chegasse a um acordo aceitável” com o Irão.

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Os investidores estão crispados, com receio ou de o conflito se prolongar ou se agravar.


A tensão é mais visível no mercado da dívida.


Cerca das 21:20 (de Lisboa), o rendimento dos títulos da dívida federal a 10 anos evoluíam m torno dos 4,60%, depois de terem chegado a 4,63%, um máximo desde fevereiro de 2025.

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Estavam estabilizados em torno dos 3,94% antes do ataque israelo-norte-americano ao Irão.


“As taxas de juro indicam que existem receios inflacionistas” importantes, disse Tom Siomades, diretor de investimento na AE Wealth Management, m declarações à AFP.


Apontando uma “situação muito frágil”, o operador recordou que os preços têm tendência a subir mais depressa do que a descer.


“Encontramos praticamente em todo o lado um indicador económico na forma de preços na ‘bomba’ d combustível”, avançou Siomades.


Os preços do petróleo nos EUA aumentaram hoje 2,5%.

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“O entusiasmo dos especuladores reduziu-se claramente”, apontou Jose Torres, o que é particularmente visível no que respeita à tecnologia.


Os valores dos semicondutores da memória, que conheceram importantes variações desde o início do ano, designadamente no sentido da alta, caíram fortemente, casos de Micron, que perdeu 5,95%, Sandisk 5,30% e a Broadcom 1,05%.


Os investidores esperam agora a divulgação na quarta-feira dos resultados da Nvidia, a primeira capitalização mundial e figura emblemática do entusiasmo bolsista com os valores da inteligência artificial.


A empresa “não pode dececionar” as expectativas, sob pena de “arrastar consigo todo o mercado”, antecipou Siomades.

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