A Visa e a Mastercard estão no centro de uma nova polémica relacionada com a COVID-19. O British Retail Consortium (BRC), associação que reúne os retalhistas do Reino Unido, acusa as duas empresas de pagamentos de estarem a cobrar taxas excessivas durante a pandemia, tirando partido dos comerciantes numa posição vulnerável.
Citada pela BBC, a associação indica que as taxas cobradas quase duplicaram ao longo dos últimos dois anos e que os negócios poderão ver-se obrigados a passar a despesa extra para as mãos dos consumidores. Ou seja, os clientes encontrarão uma parcela adicional no talão de compra.
«É vital que o governo aja para combater os custos excessivos dos cartões», afirma Andrew Cregan, head of Finance Policy do BRC. Em declarações à mesma publicação, sublinha que se uma empresa de telecomunicações ou energia aumentasse as taxas desta forma existiram protestos.
«É um abuso por parte de empresas numa posição dominante de mercado. São duas das organizações mais lucrativas do Mundo e têm os comerciantes à sua mercê», acrescenta o responsável. O BRC pede, por isso que a autoridade da concorrência investigue as práticas da Visa e da Mastercard.
Contudo, as duas empresas não se revêem nestas afirmações e a Mastercard garante mesmo que as lojas pagam hoje menos do que pagavam há cinco anos. A Visa, por seu turno, opta por referir que a companhia tem estado ao lado dos retalhistas na digitalização do negócio e que oferece algumas das soluções mais inovadoras do planeta.














