Vila Galé: Qualidade da oferta

O Brasil sempre foi e continua a ser um mercado estratégico para a Vila Galé. Chegaram em 2001 e hoje são a maior rede de resorts do país

Executive Digest

Depois de Portugal, a expansão para o Brasil enquanto primeiro destino de internacionalização era a opção mais óbvia para o grupo Vila Galé dada a proximidade cultural, a língua e o potencial que existia – e que acreditam que ainda existe – quanto ao desenvolvimento do turismo e da hotelaria no Brasil. «A prova disso é que acabámos de abrir mais um hotel, em São Paulo, e temos planos para continuar a crescer e investir, tanto na hotelaria de praia como nas unidades mais citadinas. Por outro lado, conseguimos criar sinergias na operação com Portugal, o que é essencial para a performance consolidada do grupo. Além disso, não estamos só na hotelaria. O Brasil é um dos principais mercados de exportação dos nossos vinhos e azeites regionais alentejanos da marca Santa Vitória», diz Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo Vila Galé.

Segundo o mesmo responsável, a construção da imagem tem evoluído positivamente, sempre com boa receptividade, o que trouxe notoriedade e reconhecimento no Brasil, como comprovam os comentários e classificações nas redes sociais e em plataformas como a Tripadvisor, Hotels.com ou Google, cujas classificações médias superam os 80%. O Grupo acredita que esta boa reputação assenta também na diferenciação do produto, na qualidade da oferta e diversidade de conceitos que propõem como o all inclusive gourmet, em Fortaleza, ou o all inclusive cultural, no Rio de Janeiro.



Portefólio

A Vila Galé tem actualmente dez unidades hoteleiras no Brasil. Conta com cinco resorts de praia e em regime all inclusive, sendo por isso o maior operador do país neste tipo de produto. E com quatro hotéis de cidade, em Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e, mais recentemente São Paulo. A 20 de Agosto, a Vila Galé inaugurou o Vila Galé Paulista, na rua Bela Cintra, muito próximo desta emblemática artéria da cidade, com 108 quartos, pizzaria Massa Fina, cafetaria Vila Galé Café, piscina exterior, sauna e ginásio, num investimento de cerca de 60 milhões de reais.

A estratégia para o Brasil, país onde já têm um vasto know-how das questões logísticas, laborais e legislativas, será certamente continuar a aproveitar esse know-how já acumulado para expandir a marca e fidelizar mais clientes. «Apesar da conjuntura, não vamos ficar parados. Neste momento, estamos a desenvolver mais um resort em Alagoas, no município de Barra de Santo António, na Praia do Carro Quebrado. Será um resort all inclusive, com 518 quartos e um investimento de 150 milhões de reais. Terá sete restaurantes, spa, oito salas de reunião e um parque aquático infantil. E também mais um projecto em Salvador, para o Palácio Rio Branco. Pretendemos continuar a fortalecer a nossa posição e notoriedade no país, apesar dos desafios que também sabemos que existem. Por isso, a nossa estratégia centra-se na procura de localizações adequadas, na expansão das diferentes marcas do grupo, como as pizzarias Massa Fina, o Vila Galé Café e os spas Satsanga, em ter propostas atractivas para famílias e promover a simpatia das equipas e a qualificação dos recursos humanos», acrescenta o administrador do grupo Vila Galé.

Tanto em Portugal como no Brasil, a Vila Galé manter-se-á fiel aos pilares que têm norteado o grupo: boa relação qualidade-preço, oferta completa para famílias, propostas competitivas para o segmento corporate, all inclusive e diversidade de conceitos gastronómicos, a formação contínua das equipas e atendimento acolhedor. Mas também a diversidade e a complementaridade do portefólio com hotéis de cidade, praia, campo, montanha, em edifícios históricos, temáticos ou boutique. «Acredito que temos sabido ajustar estes pilares à evolução do mercado e às tendências que vão surgindo, apostando em novos canais de distribuição e em formas inovadoras de comunicação, sobretudo digital», sublinha.

Cerca de 90% dos clientes do Grupo nos hotéis do Brasil são brasileiros. São turistas que rapidamente aderiram ao conceito all inclusive, do qual a Vila Galé foi pioneira no Brasil, e que valorizam muito uma oferta diversificada, por exemplo a nível gastronómico ou da animação, para adultos e crianças. Dada a conjuntura e o elevado grau de incerteza que rodeia a indústria do turismo e a economia, é muito difícil fazer previsões económicas para o próximo ano. Até a pandemia ter vindo baralhar as contas, a performance em 2020 estava a ser positiva e estavam a registar uma procura boa, sobretudo nos resorts. Com a paragem devido à COVID-19, os resultados este ano serão, provavelmente, inversos aos de 2019. No ano passado a Vila Galé registou receitas de cerca de 370 milhões de reais, mais 18% do que em 2018. Segundo o responsável, dificilmente estes números se repetirão nos próximos anos.

A sustentabilidade, preocupação com a preservação do meio-ambiente e espécies, responsabilidade social, são temas centrais na estratégia da Vila Galé, nos conceitos que propõe e na marca. Por isso, além das questões relacionadas com a poupança energética e recursos às energias renováveis, a boa gestão dos recursos como a água ou o equilíbrio com o meio envolvente, tem vindo a apostar noutros conceitos. Um deles é o paper free, através do qual substituíram o uso do papel por tecnologia – partilha de documentos através da internet, apps, digitalização. Outro é o plastic free, com supressão dos plásticos de utilização única nos hotéis. «A maioria dos nossos hotéis em Portugal está também já equipada com carregadores para veículos eléctricos, por exemplo», conclui Gonçalo Rebelo de Almeida.

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