Os rumores sobre a possível divisão do Grupo por categorias aumentou depois do fundo ativista liderado por Nelson Peltz, ter assumido uma participação na Unilever.
Nas últimas décadas, este mesmo investidor entrou noutras empresas de consumo como Cadbury, Procter & Gamble ou Pepsi para exigir mudanças radicais na estratégia e na gestão. “Há muito que dizemos que a maneira de trazer valor à Unilever é a venda mais rápida de empresas de alimentos de baixa capacidade de crescimento, ou uma separação total entre alimentação e higiene e casa”, diz Martin Deboo, analista da Jefferies, acreditando que o empresário pode ter uma visão similar.
Ao mesmo tempo, uma recente oferta da Unilever para comprar o setor de consumo da empresa farmacêutica GSK, por cerca de 60 mil milhões de euros, enfureceu alguns investidores, embora esta proposta tenha sido rejeitada. De acordo com Terry Smith, fundador da Fundsmith Equity, “os executivos da Unilever parecem estar num jogo de cartas, mas o problema não é a sorte, mas sim, a gestão”, pois tentaram fazer uma operação de 60 mil milhões de euros para entrar num negócio com a GSK e não têm experiência.
Guiuillaume Delmas, analista da UBS, considera que a Unilever tem quatro alternativas estratégicas para conseguir avançar nos negócios. “A presença de um fundo ativista na participação vai apressar o grupo para articular e esclarecer o seu estratégia e visão a longo prazo”, afirma Delmas como sendo uma das hipóteses. As seguintes, passariam por ter uma nova estrutura organizativa para reduzir custos, adotar uma estratégia de “capital de risco” ou ir buscar uma grande aquisição.













