UE vai comprar 665 mil doses de vacinas contra a gripe aviária

A Autoridade de Preparação e Resposta a Emergências Sanitárias (HERA) da Comissão Europeia anunciou a assinatura de um contrato de aquisição conjunta para o fornecimento de vacinas contra a gripe das aves aos países membros da União Europeia.

Pedro Gonçalves

A Autoridade de Preparação e Resposta a Emergências Sanitárias (HERA) da Comissão Europeia anunciou a assinatura de um contrato de aquisição conjunta para o fornecimento de vacinas contra a gripe das aves aos países membros da União Europeia.

Inicialmente, o contrato prevê a disponibilização de 665.000 doses de vacinas contra a estirpe H5N1 do vírus, em sua versão mais atualizada, com a opção de adquirir outros 40 milhões durante a vigência do contrato, conforme noticiado pela ABC Espanha.



Atualmente, quinze países participam neste programa de compra conjunta, e as primeiras doses serão entregues às autoridades de saúde finlandesas.

A Comissão Europeia e as diversas agências de saúde afirmam estar a monitorizar de perto a situação da gripe aviária na UE. Salientam as autoridades também a existência de regras comunitárias e medidas preventivas e corretivas em vigor para lidar com surtos em aves em cativeiro.

“Quanto à saúde humana, a legislação europeia em matéria de segurança sanitária garante a vigilância, a resposta rápida e a coordenação a nível da UE, caso seja detetado um caso”, sublinharam.

Além disso, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) autorizou duas novas vacinas da empresa farmacêutica CSL Seqirus, em antecipação a uma possível pandemia de gripe aviária.

A primeira vacina, Celldemic, baseia-se numa estirpe de gripe aviária que circulou nas aves em 2005, mas que proporcionaria uma resposta protetora eficaz contra o vírus atualmente em circulação. Destina-se a populações de maior risco, como os trabalhadores de explorações avícolas.

A segunda vacina, Incellipan, foi concebida para enfrentar uma imunização global em caso de declaração oficial de pandemia de gripe das aves. É interessante notar que não se trata de um medicamento acabado, mas sim de um sistema de fabrico que pode ser utilizado na produção de um novo medicamento.

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