O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apareceu esta segunda-feira num evento oficial na Casa Branca com uma erupção cutânea visível no lado direito do pescoço, situação que gerou comentários e especulação pública sobre o seu estado de saúde.
De acordo com uma fotografia divulgada pela Agence France-Presse (AFP), o chefe de Estado, de 79 anos, o mais velho alguma vez eleito para o cargo, apresentava uma área avermelhada com pequenas crostas acastanhadas acima do colarinho da camisa, numa zona próxima da orelha.
As imagens mostram uma mancha de tom vermelho que parece estender-se ligeiramente por baixo da gola da camisa branca, bem como o que aparenta ser uma pequena crosta circular, sugerindo a existência de uma ligeira ferida superficial.
Perante as dúvidas levantadas pela imagem, o médico presidencial, Dr. Sean Barbabella, esclareceu em comunicado enviado à AFP que a vermelhidão resulta da aplicação de um creme “muito comum” utilizado como tratamento preventivo da pele.
“O presidente Trump está a usar um creme muito comum no lado direito do pescoço, que é um tratamento preventivo para a pele”, explicou o clínico.
Segundo o mesmo comunicado, o produto foi prescrito pela equipa médica da Casa Branca e está a ser utilizado há cerca de uma semana. “O presidente está a usar o tratamento há uma semana, e espera-se que a vermelhidão dure algumas semanas”, acrescentou Barbabella, sem especificar a razão clínica que motivou a prescrição.
A Casa Branca não respondeu a pedidos adicionais de esclarecimento sobre o assunto.
Antecedentes recentes alimentam escrutínio
A saúde de Donald Trump tem sido alvo de atenção desde que regressou à presidência, em janeiro de 2025. No verão e novamente em novembro do ano passado, o presidente foi fotografado com hematomas visíveis na mão direita, o que também suscitou interrogações públicas.
Na altura, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, justificou as nódoas negras com os “apertos de mão frequentes” do presidente.
“O presidente Trump é um homem do povo; encontra mais norte-americanos e aperta as mãos de mais pessoas diariamente do que qualquer outro presidente na história. O seu compromisso é inabalável e prova isso todos os dias”, afirmou Leavitt, em declarações ao The Independent.
Em julho, a mesma responsável já tinha reconhecido que Trump apresentava “pequenos hematomas nas costas das mãos”, descrevendo-os como “uma irritação leve nos tecidos moles causada por apertos de mão frequentes e pela toma de aspirina”. Acrescentou tratar-se de “um efeito colateral conhecido e benigno da terapia com aspirina”.
Numa dessas ocasiões, o presidente foi também fotografado com uma camada espessa de maquilhagem na mão direita, que, segundo a Casa Branca, visava disfarçar os hematomas.
Ainda no contexto dessas explicações, Karoline Leavitt revelou que Trump tinha sido diagnosticado com insuficiência venosa crónica, após relatar “ligeiros inchaços na parte inferior das pernas”.
A porta-voz assegurou, contudo, que os exames não detetaram sinais de “trombose venosa profunda ou doença arterial”.







