Testar, testar, testar? Costa garante que controlo está a ser feito

O chefe do Governo assegurou que o controlo das cadeias de transmissão está a ser feito.

Ana Rita Rebelo

«Quando vai o Governo garantir o rastreio de todos os profissionais que estão na primeira linha de combate a este vírus? Vai o Governo assumir o rastreio como estratégia de prevenção e controlo da propagação do vírus? Quando vai o Governo instituir procedimentos de rastreabilidade das pessoas na comunidade e garantir o corte de cadeias de transmissão?», questionou o deputado do PAN, André Silva, no Parlamento.

Salientando que o ritmo dos rastreios em Portugal é «muito mais lento do que o do vírus», André Silva lembrou que «há contágio antes de existirem sintomas» e que «é fundamental testar, testar, testar».



O chefe do Governo assegurou que o rastreio e o controlo das cadeias de transmissão está a ser feito. «Quanto ao rastreio, o que está previsto é identificar as linhas activas de transmissão», apontou, referindo que estão em vigilância pelas autoridades de saúde 11.642 pessoas.

Mais tarde, o líder do Chega, André Ventura, questionou a veracidade dos números da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o real número de infectados e defendeu a realização de testes a toda a população. «Podemos ou não confiar nos números entregues pela DGS quando temos uma vastíssima população que não esta a ser testada?», questionou Ventura.

Em resposta, o primeiro-ministro garantiu que os números são fiáveis e que «a última coisa que devemos fazer é alimentar boatos e pôr em causa a palavra de entidades responsáveis como a DGS».

António Costa sublinhou ainda que Portugal tem 27 mil testes em stock, 10 mil dos quais no Serviço Nacional de Saúde e 17 mil nos hospitais privados. De acordo com o governante, estão, neste momento, 280 mil testes encomendados e 80 mil deverão chegar no próximo dia 29 de Março.

Em vez dos 230 deputados estarão apenas 46 no debate quinzenal com o primeiro-ministro e seis membro do Governo.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, que surgiu em Dezembro, na China, infectou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17 mil.

O continente europeu é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos.

Os países mais afectados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infecções, o Irão, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 860 mortes (19.856 casos), e os Estados Unidos, com 499 mortes (41.511 casos).

Em Portugal, há 33 mortes, mais três do que havia sido divulgado esta terça-feira pela DGS e mais 10 do que na véspera. Há já 2.362 infecções confirmadas, segundo o balanço feito pela DGS, que regista mais 302 casos do que na segunda-feira.

*Notícia actualizada com mais informação

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