No âmbito da Comissão Parlamentar de inquérito à TAP, dos 110 documentos pedidos à companhia aérea portuguesa, 53 foram classificados como “secretos”, impedindo assim que sejam acedidos pelos deputados.
A notícia avançada pelo ‘Correio da Manhã’ dá conta que, para impedir o acesso à documentação, a TAP terá classificado vários documentos como secreto, muito secreto e confidencial.
No entanto, esta quarta-feira a Comissão Parlamentar irá decidir a forma como terão acesso à documentação solicitada, e consideram que cabe à comissão decidir sobre o acesso à mesma.
De acordo com a mesma fonte, uma das possibilidades em cima da mesa é que os deputados tenham acesso a todos os documentos, mas que a consulta dos mais sensíveis, como contratos comerciais, possa ser efetuada apenas na Assembleia da República.
O dia de ontem ficou marcado pela renúncia ao cargo da vogal do Conselho de Administração e da comissão executiva da TAP, Silvia Mosquera Gonzalez, através de uma carta que informa que esta saída “produzirá efeitos no dia 23 de junho”.
A saída da vogal do conselho de administração e da comissão executiva da TAP foi divulgada no dia em que a companhia informou que obteve um lucro de 65,6 milhões de euros em 2022, regressando aos resultados positivos após prejuízos de 1.600 milhões em 2021 e antes do previsto no plano de reestruturação.
O plano de reestruturação da TAP, aprovado pela Comissão Europeia no final de 2021, previa que a companhia aérea começasse a dar lucro em 2025 e que obtivesse um resultado operacional positivo em 2023, algo que a empresa atingiu no primeiro semestre de 2022.




