Quando um dia precisar de um automóvel novo, imagina sentar-se à secretária, tirar o telemóvel do bolso ou o tablet da mala e encomendá-lo pela Internet, como quem compra um electrodoméstico ou uma peça de roupa? As barreiras a ultrapassar ainda são muitas mas, acima de tudo, prendem-se com aquilo que faz de nós diferentes dos animais irracionais: a ligação entre a marca e o cliente. No fundo, como apontam muitas das marcas contactadas pela Automonitor, o mais importante é o processo de experiência que o cliente leva a cabo no momento de escolha e aquisição do automóvel. “O acto final de aquisição passa e passará por um concessionário”, afirma Ana Gil, da direcção de Comunicação e Imagem da Renault, que explica que “a aquisição de um automóvel não se esgota no acto da compra”. Apesar de a marca francesa ver na Internet um ponto de partida importante para a compra, através da qual é possível equipar o automóvel e personalizá-lo, o concessionário é visto como o verdadeiro “ponto de ligação à marca”. As emoções no processo de compra e escolha Comprar um automóvel é uma decisão importante e complexa. O preço, os extras, a cor, a potência. Uma compra que terá de ser a certa a longo-prazo. “Os clientes preferem o contacto pessoal directo na parte final do processo de compra”, defende António Pereira Joaquim, director de Comunicação da Nissan Portugal. À semelhança de todas as indústrias, também a automóvel tem uma forte presença nos canais digitais, tanto tradicionais, como os websites, como nos mais recentes, em especial nas redes sociais, que representam uma forma directa de contacto com os clientes, com estes a encontrarem um espaço de troca de opiniões e recolha de informação. Mas estes canais têm apenas o fito de dar a conhecer o produto e não de levar o…