tendência do mercado automóvel

Setembro confirma tendência de downgrading do mercado

A tendência de downgrading do mercado automóvel manteve-se em Setembro, com o mix de vendas das principais marcas a concentrar-se nos segmentos mais baixos, e a crescente dependência das marcas premium de modelos que concorrem diretamente com os das marcas generalistas. Esta evolução aponta para uma redução das margens de venda, menores nos segmentos mais baixos. Na Audi, 60% das vendas são feitas com modelos subcompactos (A1) e compactos (A3 e Q3), enquanto o familiar A4, que durante anos foi o bestseller da marca em Portugal, vale agora menos de 15% das vendas. Na rival BMW, os modelos compactos das Série 1 e 2 respondem por mais de 43% das vendas acumuladas nos primeiros nove meses do ano, enquanto o familiar Série 3 pesa agora menos de 20%, acusando uma quebra homóloga superior a 20% nas vendas. A Mercedes-Benz acompanha a tendência, com as Classes A (foto), CLA e GLA, as três declinações da sua gama de compactos, a somarem 54% das vendas, e a ocuparem respetivamente a 1ª, 3ª e 5ª posições na tabela dos modelos mais vendidos da marca. E o mesmo acontece com a Volvo, que faz 61% das suas vendas com o compacto V40 e com a sua bem sucedida variante V40 Cross Country. O efeito combinado do downgrading e do downsizing das frotas de empresas, com modelos de segmentos mais baixos, justifica em grande parte esta evolução das vendas. A pressão das marcas premium sobre as generalistas está a empurrar estas últimas para os segmentos inferiores do mercado. Na Citroën, o utilitário C3 e o citadino C1 valem mais de 50% das vendas acumuladas desde o início do ano, e o mesmo se passa na Hyundai (com o i20 e i10), Honda (o Civic faz 73% as vendas), Seat (Ibiza) e Toyota (Yaris e Aygo). De…

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