Renanult. Captur

Ensaio: Renault Captur Exclusive dCi 90 EDC

[easingslider id=”19433″] O Renault Captur foi o único pequeno SUV capaz de destronar o Nissan Juke da liderança da tabela de vendas neste segmento. Facilmente se compreende que parte do sucesso é obtido através da muito bem conseguida imagem do modelo gaulês, na forma como a aparência de SUV se conjuga com linhas muito modernas e joviais, aos quais se junta uma capacidade de personalização desconhecida em grande parte da concorrência. No entanto, apesar da altura ao solo e do aspecto de SUV, o Captur não deixa de ser um utilitário, sendo o seu aspecto apenas uma forma de cativar uma clientela mais jovem. Quando acedemos ao habitáculo, rapidamente percebemos o tal enquadramento do Captur, devido à parca qualidade empregue nos materiais do habitáculo, que são todos duros e de tacto pouco agradável, apresentando mesmo alguns acabamentos pouco aceitáveis. O forro do tejadilho é em cartão, por exemplo. Talvez como compensação, os espaços de arrumação são mais do que muitos, tal como a lista de equipamento de série desta versão Exclusive, que inclui elementos como o sistema de navegação, os sensores de estacionamento, luz e chuva, ou mesmo o acesso mãos-livres ao habitáculo. Se a isto juntarmos uma habitabilidade de bom nível, facilmente esquecemos a mediocridade empregue na qualidade de construção e somos rapidamente convencidos pelas qualidades pragmáticas do Captur. Com uma posição de condução versátil e fácil de encontrar, boa visibilidade e ergonomia, não há nada a apontar à utilização diária, capaz de convencer os mais exigentes e deixá-los sem grandes argumentos negativos. Fácil é um adjectivo também empregue à condução, fruto de uma direcção bastante leve e de comandos fáceis de dosear, ainda para mais quando estamos perante um caixa de velocidades automática de dupla embraiagem. É só acelerar e travar. Mas acaba por ser a caixa EDC…

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