A Fiat irá dividir a sua gama futura em dois campos distintos. Por um lado, com modelos compactos semi-Premium mais modernos e orientados para uma vertente mais ‘lifestyle’, por outro, com uma oferta direcionada para o pragmatismo do quotidiano. De um lado a ‘Emoção’, do outro o ‘Racional’, os conceitos que definem o novo plano apresentado internamente esta semana, segundo a publicação britânica Autocar. Modelos como o Fiat 500 ou o novo 124 Spider, baseado na plataforma do Mazda MX-5, fazem parte do lado emocional da gama da marca italiana, numa oferta que será complementada pela introdução de um novo automóvel da linha 500, baseado na plataforma do SUV 500x, embora com maiores dimensões, e que deverá competir no mercado com o MINI Countryman. Já modelos como o pequeno SUV Panda, o substituto do citadino Uno (que deverá chegar ao mercado no próximo ano) ou a nova berlina e carrinha Aegea constituem o segmento racional da linha Fiat. Funcionalidade e uma boa relação qualidade/preço são os princípios que, segundo Luca Napolitano, responsável pela marca do grupo Fiat Chrysler Automobiles na Europa, Médio Oriente e Rússia, constituirão a base da campanha à volta do lado racional. Os modelos que farão parte desta linha terão apenas um nível de equipamento, estando disponíveis com apenas dois motores e quatro cores exteriores. Esta deverá ser a estratégia da Fiat para relançar a marca italiana, que este ano já registou resultados positivos, proporcionados especialmente pelo sucesso dos modelos do lado ‘emocional’ da marca. Em julho, a venda dos modelos do segmento A oferecidos pela Fiat, ou seja, a gama 500 e o Panda, constituíram 37% das vendas de citadinos em Portugal, sendo que as vendas totais da marca atingiram os 893 exemplares comercializados no sétimo mês do ano. Em 2014, a Fiat comercializou 7.982 automóveis, mais 18,9% do que…