A Maserati não encara o caminho da electrificação como o mais vantajoso a curto prazo na indústria automóvel, com Harald Wester, CEO da marca italiana do grupo FCA Automobiles, a considerar que as etapas da mobilidade sustentada apenas têm dois patamares úteis: híbridos, numa primeira fase, e células de combustível a hidrogénio posteriormente. Conhecido por não ser um entusiasta dos veículos eléctricos, Wester referiu numa entrevista à revista Motor Trend que as características dos veículos eléctricos, em especial devido ao peso das baterias, não são apelativas para uma marca como a Maserati. Ainda assim, com um profundo plano de expansão no horizonte, que terá como símbolo máximo a chegada do Levante, primeiro SUV da marca italiana, Wester espera que seja a tecnologia híbrida a marcar a diferença nos próximos anos, apontando para uma quota de 40 a 50% de modelos híbridos no mercado Premium até 2025. O Levante será, aliás, o primeiro a receber o conjunto de motorização híbrida em 2017, ano previsto para o seu lançamento no mercado, numa tecnologia que chegará depois a outros modelos. Mais tarde, só quando a tecnologia das células de hidrogénio estiver convenientemente desenvolvida, é que a marca se vai dedicar à implementação do hidrogénio como combustível nas suas gamas. Para tal, Wester indica que é necessário melhorar a eficiência energética das baterias, mas também o seu custo de produção, na medida em que continuam a ser um dos componentes mais dispendiosos dos modelos com tecnologias alternativas: “As células de combustível deverão gerar, em situações de baixa exigência energética, tudo o que é preciso para movimentar o veículo e, noutras situações, guardar aquilo que não conseguem fornecer na bateria”, adiantou Weber, que rejeitou igualmente a ideia de adicionar motores de quatro cilindros à gama de modelos da Maserati (apontando que esse território pode ficar…