A pouco mais de um mês da chegada ao mercado do novo Astra, num segmento de volume muito importante para as ambições da marca, o Director-Geral da General Motor Portugal, João Falcão Neves, antecipa o regresso da Opel aos primeiros lugares dos rankings de vendas, num mercado que deverá atingir as 215 mil unidades, este ano, e crescer 5% no próximo. Segunda parte da entrevista exclusiva à Automonitor. Quais são as suas perspetivas para o mercado automóvel, este ano? A expetativa da Opel é que o mercado ronde as 215 mil unidades, acima das projeções iniciais. Penso que está em linha com o que as outras marcas estão a prever e espero que para o ano o mercado cresça mais 5%. Estamos a chegar a um ponto de equilíbrio, mas não voltaremos às 300/400 mil unidades que tivemos no passado, em anos em que as vendas estavam muito alavancadas no crédito e num endividamento excessivo das famílias. Qual é a dimensão natural do mercado português? Deve andar pelas 250 mil unidades, E no ranking de vendas, qual é a posição natural da Opel? Não há posições naturais de nenhuma marca, pois elas dependem muito das conjunturas e dos ciclos de vida dos produtos. Mas penso que a Opel nos próximos quatro anos tem produto para estar no pódio, ou seja, discutir as três primeiras posições do mercado. Dito isto, deixe-me acrescentar que a Opel tem objetivos simultaneamente de volume de vendas e de rentabilidade, e que não queremos atingir os nossos objetivos a qualquer custo. Não estamos dispostos a pagar quota de mercado e, portanto, temos uma expetativa de chegar ao pódio num mercado que se vá tornando mais racional e onde não haja negócios que têm pouco a ver com a venda de carros. Num mercado…