Um dos automóveis que mais se destacou na edição deste ano do Concurso de Elegância de Villa d’Este foi o Ferrari 166 MM que pertenceu a Gianni Agnelli, que em tempos foi um dos principais accionistas da Fiat. O modelo foi adquirido por Agnelli em Julho de 1950, tendo ficado na sua posse apenas durante dois anos, até ser vendido ao Visconde belga Gery d’Hendecourt que, posteriormente o vendeu à Garage Francorchamps, tendo sido convertido para modelo de competição numa época em que a transição entre as estradas e as pistas não exigia grandes modificações. Em circuito obteve alguns momentos de sucesso, nomeadamente ao vencer o Coup du Spa-Francorchamps e o Grand Prix de Spa, ambas as provas disputadas em solo belga. Em 1957, foi vendido uma vez mais, desta feita a Armand e Jean Blaton, que prosseguiu a carreira de competição daquele modelo. Depois, foi adquirido por Jacques Swaters, que o manteve na sua posse durante largos anos, aparecendo ocasionalmente em exposições de clássicos e provas históricas como as Mille Miglia. Do seu historial fazem ainda parte a passagem pelo Museu de Arte Moderna em Nova Iorque e pela Galeria Nacional de Berlim, acabando mais recentemente por ser adquirido por Clive Beecham, que encomendou o seu restauro ao departamento de modelos clássicos da Ferrari Classiche. Agora, presente em Villa d’Este, este 166 MM de 1950 acabou por vencer o troféu de Ouro de Villa d’Este atribuído ao modelo que reúne maior interesse por parte dos entusiastas automóveis.