Os inúmeros avanços tecnológicos verificados ao longo dos últimos anos trouxeram consigo novos desafios no que diz respeito às condições do trabalho, havendo atualmente a necessidade de coordenar a cada vez mais importante vertente tecnológica com a do trabalho. Inserindo-se na série de três conferências organizadas pela Mazda em Barcelona e que tinham por objetivo abordar temáticas relacionadas com cenários desafiantes – as Barcelona Challengers Conferences –, este último evento (‘Times of Change – how innovations and technology influence the future of work”) teve como objetivo debater o futuro do trabalho e a repercussão que as inovações tecnológicas podem ter nas condições do trabalho a curto e a médio-prazo. A incorporação cada vez mais profunda do lado tecnológico nos vários setores de emprego tornam a tarefa de previsão verdadeiramente mais complicada, com os oradores desta derradeira conferência a convergirem, no entanto, numa noção simples – sendo a tecnologia uma adição irreversível à vertente laboral é necessário saber adotá-la de forma responsável. Máquinas “assassinas” Vencedora do Prémio Nobel da Paz em 1997 pelo seu trabalho na luta contra as minas terrestres, Jody Williams enfatizou o papel ‘maléfico’ que a tecnologia pode assumir no formato de máquinas criadas para causar a morte de outras pessoas. Para esta ativista política, é essencial repensar o papel da sociedade na atualidade e redefinir o termo ‘segurança nacional’, transformando-o em ‘segurança humana’. “Temos de repensar o significado da sociedade e o lugar que todos nós desempenhamos nela. Devemos deixar de pensar em segurança nacional e sim em segurança humana, providenciando uma noção de estabilidade para as pessoas e para o ambiente, sendo que só assim se conseguirá desenvolver uma paz sustentada”, referiu Jody Williams, que defendeu o papel importante que as escolas têm no sentido de ensinar a “resolução de problemas”. Referindo-se muito concretamente aos ‘drones’…