A revolução em que a indústria automóvel se encontra levou a Mercedes-Benz a debruçar-se sobre um conceito que liga todas as tecnologias que surgem e definirão o futuro, da autonomia às motorizações elétricas: a digitalização. Para a marca alemã, “o potencial da revolução digital é enorme: se o homem, a máquina e os processos industriais estiverem ligados em rede de forma inteligente, é possível criar produtos de elevada qualidade, de forma mais rápida e com custos de produção muito competitivos”. A Mercedes-Benz explica que “a produção automóvel vai passar de uma produção em larga escala para uma produção “personalizada”, onde cada carro será fabricado de acordo com os requisitos de cada cliente individual”. Por isso mesmo, encontra-se neste momento a modificar os processos de produção para facilitar a produção dos seus automóveis. Atualmente, uma das fases da montagem é efetuada habitualmente por pessoas ou por robôs, colocados atrás de divisórias de proteção, por motivos de segurança e que só podem ser usados noutras áreas de produção com um grande esforço, sendo que o objetivo é “atingir uma cooperação real entre as pessoas e os robôs (MRC), sob o controlo do ser humano”. Com esta colaboração estreita entre os humanos e as máquinas, é possível chegar a uma qualidade mais elevada, maior produtividade, novas possibilidades em termos de ergonomia e de tarefas em conformidade com a idade do trabalhador, segundo a marca, que cria assim uma fábrica inteligente, na qual os produtos, as máquinas e todo o meio ambiente estão interligados em rede e ligados à Internet. A integração do mundo real num mundo digital e funcional origina o denominado ambiente “digital twin”, que permite uma representação em tempo real de processos, sistemas e instalações de produção. “O desafio será planear a longo prazo mantendo a capacidade de resposta rápida aos desejos e expetativas…