Com o tema das parcerias entre construtores a ser um dos mais relevantes actualmente na indústria automóvel, Karl-Thomas Neumann, presidente da Opel, descartou a possibilidade de se aliar a qualquer outra marca. Ao invés, reconhece a necessidade de cortar nos custos de desenvolvimento e de produção, mas assume que essa missão deve ser alcançada dentro do próprio grupo e não com outros fabricantes. No passado fim-de-semana surgiram informações que davam conta da existência de um alegado e-mail enviado por Sergio Marchionne, presidente do grupo FCA Automobiles, a Mary Barra, sua homóloga da General Motors (grupo no qual a Opel se insere), no sentido de se debater uma eventual parceria entre aqueles dois fabricantes. Contudo, essa abordagem terá sido descartada liminarmente por Barra. Recorde-se que Marchionne tem sido bastante insistente com a necessidade de encontrar uma parceria frutuosa para a sua companhia com vista à redução de custos de desenvolvimento, mas até ao momento ainda nenhum dos grandes ‘players’ da indústria automóvel aceitou emparelhar-se ao grupo FCA. Para Karl-Thomas Neumann, da Opel, esse também não deverá ser o caminho a seguir pelo grupo GM, mas reconhece a necessidade de baixar custos e aumentar os volumes de produção, sendo que a diferença está na ideia de obter esses mesmos objectivos dentro do grupo e não externamente. Citado pelo site Automotive News Europe, Neumann terá mesmo recorrido à expressão “grande erro” ao falar da parceria entre a GM e o grupo PSA Peugeot-Citroën, que agora está activa apenas para projectos mais seleccionados, na medida em que prefere actualmente utilizar as plataformas do próprio grupo sempre que possível. Nos planos da parceria entre a GM e a PSA está a produção de um crossover compacto, monovolumes de dimensões reduzidas e veículos comerciais ligeiros. Ainda assim, apesar do seu negativismo perante a opção de parceria…