De modo a reduzir a despesa pública, os carros apreendidos pelas autoridades ou simplesmente usados têm vindo a ser inseridos na frota do Estado. Esta iniciativa está integrada nas últimas regras mais “apertadas” e em vigor que provocaram nos últimos quatro anos uma redução de 10% da frota pública, que tem hoje 26.903 veículos. A maioria dos veículos são apreendidos pelas forças de segurança (PSP e GNR) e pela PJ, segundo adiantou o jornal SOL através de fonte oficial da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP). Segundo consta, existem atualmente 1766 veículos do Estado que resultam de apreensões ou abandono – quase 7% do total. Os carros em causa são avaliados numa primeira fase sobre o estado geral do veículo e de seguida é averiguado, junto dos tribunais ou entidade que regula o processo de apreensão, se a situação jurídica do veículo está regularizada para que possa ser integrada no parque automóvel. O Ministério da Administração Interna e o Ministério da Justiça são os que mais veículos utilizam provenientes deste projeto. Em termos de categoria de veículos, o Estado pode obter não só ligeiros de passageiros como também motociclos, pesados de passageiros e pesados de mercadorias. O Governo adotou ainda uma política mais económica no que diz respeito aos veículos concedidos a chefes de gabinete. Antigamente, cada um destes representantes recebia um Audi A4 mas hoje recebe um Seat Leon.