Será desta? Esta terça-feira pode ser o dia “D” para a Grande Lisboa

O Governo volta reunir esta terça-feira, 9 de Junho, em Conselho de Ministros, para avaliar as restrições de Lisboa e Vale do Tejo. Será hoje o dia de todas as decisões para a Grande Lisboa?

Ana Rita Rebelo

O Governo volta reunir esta terça-feira em Conselho de Ministros, para avaliar as restrições de Lisboa e Vale do Tejo. Será hoje o dia de todas as decisões para a Grande Lisboa?

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Há duas semanas, o aumento súbito de casos na Área Metropolitana de Lisboa levou o Governo a adiar o calendário de desconfinamento na região, nomeadamente a reabertura dos centros comerciais e das lojas do Cidadão. No entanto, na passada quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, admitiu que o Governo pretendia levantar as restrições apenas a partir de 15 de Junho, e prometeu uma decisão para hoje.

A decisão caiu que nem uma bomba junto dos donos dos centros comerciais, com aAssociação Portuguesa de Centros Comerciais a avisar que «o impacto que o prolongamento das limitações ao funcionamento dos Centros da Área Metropolitana de Lisboa tem para todos os intervenientes nesta cadeia de valor, aumentando a probabilidade de se verificarem grandes prejuízos, e mesmo falências, para as empresas».

o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços (CESP) pede que, na reabertura dos centros comericais, seja assegurado o controlo do número de pessoas dentro das lojas dos centros comerciais. «As reaberturas dos centros comerciais devem ser feitas com o máximo de cuidado e segurança para quem lá vai, mas principalmente para os que lá trabalham», disse a dirigente sindical do CESP à Executive Digest.

Por outro lado, denunciou que «mesmo que a reabertura seja daqui a quinze dias, os trabalhadores não têm áreas sociais, nem casas-de-banho. Um trabalhador de um centro comercial vê-se obrigado a usar as casas-de-banho utilizadas por todos os clientes». «É uma reivindicação dos trabalhadores deste sector há já algum tempo. Numa situação normal já não deveria acontecer. Agora então, ainda menos», defende.

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Questionada sobre a reabertura dos centros, agendada para 15 de Junho, Filipa Costa não descarta a possibilidade de acções de protesto se as reivindicações do CESP não forem atendidas. «Estamos a olhar para a reabertura dos centros noutros pontos do país. Perante cada caso, o sindicato vai agir da melhor forma, que passa sempre primeiro por um contacto directo com as empresas e com o centro comercial. Depois disso, se o caso for demasiado grave, teremos de tomar medidas diferentes.»

O Presidente da República, o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República, recorde-se, voltaram a reunir ontem na sede do Infarmed, em Lisboa, com especialistas, partidos e parceiros sociais, para analisar a situação epidemiológica do novo coronavírus no país.

Portugal contabiliza, pelo menos, 1.479 óbitos associados à Covid-19 e 34.693 casos confirmação de infecção, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. A região de Lisboa e Vale do Tejo regista cerca de 79% dos novos casos de infecção pelo novo coronavírus.

O país esteve em estado de emergência entre 19 de Março e 2 de Maio, seguindo-se o estado de calamidade e o levantamento gradual, de 15 em 15 dias, das medidas de confinamento.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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