Seis banqueiros acusados de fraude fiscal na Alemanha

Seis banqueiros acusados de envolvimento num esquema ilegal de ´trading’, na Alemanha, receberam cerca de 30 milhões de euros de bónus pela suposta fraude, de acordo com a agência Reuters.

Simone Silva
Janeiro 20, 2020
18:15

Seis banqueiros acusados de envolvimento num esquema ilegal de ‘trading’, na Alemanha, receberam cerca de 30 milhões de euros de bónus pela suposta fraude, de acordo com a agência Reuters.

O esquema revelou-se através de um anúncio oficial feito pelos promotores de Frankfurt, no qual apresentaram acusações contra os banqueiros e um advogado tributário, numa negociação de largos milhões de euros, conhecida por «cum-ex».

Quando os promotores anunciaram as acusações do esquema que, segundo os mesmos, custou 389 milhões de euros em impostos ao Estado, não mencionaram o banco ou escritório de advocacia que empregava os indivíduos.

Contudo, fontes disseram que o banco em causa era o Maple Bank, sediado em Frankfurt, mas que agora se encontra extinto depois de um colapso em 2016 devido a negócios «cum-ex». Já o escritório de advocacia veio a descobrir-se tratar-se do Freshfields.

Esta investigação, realizada em Frankfurt, é apenas mais uma das muitas que têm acontecido em toda a Alemanha, sobre um esquema que visou principalmente empresas alemãs, que geraram várias reivindicações fiscais a partir de dividendos «fantasmas».

Estes esquemas exigiam o trabalho em conjunto de um sindicato de grandes bancos e investidores, de forma a projectar as operações. Os negócios atraíram a atenção das autoridades fiscais alemãs após uma década.

A revelação do escândalo levou a um debate público quente, a um inquérito parlamentar e ainda a uma promessa de que Berlim iria recuperar os 5 mil milhões de euros, que neste momento se encontram perdidos.

Neste caso concreto, os banqueiros são acusados de irregularidades ocorridas entre 2006 e 2009, facturando um total de 29,5 milhões de euros em bónus, segundo avançaram os promotores.

Dois dos seis banqueiros encontram-se detidos desde Dezembro, o advogado e ex-sócio da Freshfields foi preso em Novembro do ano passado devido a uma outra investigação sobre fraude fiscal. Acabou por ser posteriormente libertado sob uma fiança de quatro milhões de euros.

 

 

 

 

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