Santander e Altice terão de explicar saídas de trabalhadores no Parlamento

Deputados pedem audiência a Pedro Castro e Almeida para esclarecimentos acerca do plano de reestruturação do banco, que prevê a saída de 685 profissionais.

Inês Amado

O Presidente do Santander foi chamado pelos deputados da Comissão de Trabalho e Segurança Social, com carácter de urgência, a explicar as saídas de trabalhadores no parlamento, segundo o Dinheiro Vivo.

A decisão da audiência a Pedro Castro e Almeida para esclarecimentos acerca do plano de reestruturação do banco, que prevê a saída de 685 profissionais, foi tomada esta quarta-feira por unanimidade a pedido do Bloco de Esquerda.



“No setor da banca, já no ano passado houve a supressão de cerca de 1200 postos de trabalho. O Santander teve no ano passado lucros superiores a 200 milhões de euros e está agora a iniciar um processo em que ameaça centenas de trabalhadores, cerca de 700, com um despedimento coletivo. Está a utilizar sobretudo o argumento do despedimento coletivo para um processo inaudito de chantagem e de pressão, de assédio moral, para as pessoas aceitarem rescisões por mútuo acordo”, sustentou o deputado José Soeiro durante a comissão.

A par da situação que diz respeito ao Santander, também está prevista uma audiência, na próxima semana, com a comissão de trabalhadores do Millennium BCP, a fim de discutir a situação do banco liderado por Miguel Maya.

Na mesma reunião que decorreu esta quarta-feira, os deputados da Comissão de Trabalho e Segurança Social aprovaram também a audição da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) a propósito da intenção de despedimento coletivo de até 300 trabalhadores da Altice.

A audição da ACT no parlamento visa também solicitar esclarecimentos “sobre um passado que a Altice tem de um conjunto de contraordenações laborais, de coimas que foram aplicadas, mas que ao mesmo tempo parecem não corresponder ao valor que deveria ser efetivamente aplicado à Altice”, nas palavras da deputada Diana Ferreira, do PCP, além do despedimento coletivo, sobre o qual o parlamento já ouviu organizações de trabalhadores.

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