Quem mandará no mundo em 2040? A pergunta parece saída de um debate académico ou de um thriller geopolítico — mas foi colocada diretamente ao ChatGPT. A resposta não é um nome isolado, mas um retrato inquietante de um planeta em transição.
A ‘UNILADTech’ decidiu perguntar ao chatbot da OpenAI qual a nação que tem maior probabilidade de se tornar a superpotência dominante nas próximas décadas. E, apesar de reconhecer que não existe uma resposta fechada, o modelo arrisca probabilidades concretas.
Para já, os Estados Unidos continuam na frente. O ChatGPT atribui-lhes entre 45% e 50% de hipóteses de manterem o estatuto de principal potência global em 2040. A explicação passa pela supremacia militar, pela liderança tecnológica em áreas como inteligência artificial e semicondutores, pelas alianças estratégicas e pelo peso do dólar na economia mundial.
Mas nem tudo é sólido como parece. Polarização política, dívida elevada e tensões internas surgem como fragilidades que podem corroer essa liderança ao longo da próxima década e meia.
Do outro lado, a China posiciona-se como o rival mais sério. A ‘UNILADTech’ relata que o ChatGPT destaca a força industrial do país, o crescimento tecnológico acelerado e o planeamento estratégico de longo prazo. Ainda assim, Pequim enfrenta um desafio demográfico, sinais de abrandamento económico e riscos geopolíticos — a questão de Taiwan continua a pairar como uma sombra permanente.
E há um terceiro nome que começa a ganhar espaço na conversa: a Índia. Descrita como uma “aposta inesperada”, surge com uma população jovem, setor tecnológico em expansão e peso estratégico crescente. No entanto, problemas estruturais e desigualdades profundas tornam improvável que assuma, sozinha, o comando global até 2040.
O cenário mais plausível, segundo a própria inteligência artificial, não é o de uma nova hegemonia clara. É o de um mundo multipolar — com Estados Unidos e China como gigantes em tensão constante, Índia e União Europeia como forças relevantes, e um equilíbrio mais instável do que dominante.
Se a previsão estiver correta, 2040 poderá não ter um único “dono do mundo” — mas vários centros de poder a disputar influência num tabuleiro cada vez mais complexo.








