Eleita à primeira, a maltesa é a mais nova de sempre a ocupar aquele cargo. Roberta Metsola, 43 anos, rosto da direita do seu país, era já a favorita ao lugar e tem a seu favor um longo currículo de defesa dos direitos LGBT e dos migrantes. Mas a sua posição antiaborto – Malta é o único país da União Europeia (UE) onde a interrupção voluntária da gravidez é totalmente proibida – tem-lhe gerado alguns problemas.
Metsola, a terceira mulher naquela função, parece assim pôr em causa a herança da francesa Simone Veil. Em 1974, esta foi a responsável pela aprovação da lei da despenalização do aborto em França e primeira a ser eleita chefe do Parlamento Europeu (PE) em 1979.
Peso-pesado do Partido Popular Europeu (PPE), a advogada cedo ingressou nas lides europeias. Em 2004, tornou-se adida da representação permanente do seu país junto da UE. Menos de uma década depois era eleita eurodeputada. Esta terça-feira, 18, assume o cargo graças a um acordo que remonta a 2019.
É que, embora haja a infeliz coincidência da morte do italiano David Sassoli na semana passada, a sua eleição nada tem a ver com isso. Resulta antes de um acordo feito há dois anos e meio pelos grupos do PPE, a Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) e o Renovar a Europa (RE).
Na altura, todos concordaram em eleger o socialista David Sassoli como líder do PE com a condição de que, na segunda metade do mandato, que começa agora, seria um eurodeputado do PPE a assumir o posto.



