Cerca de 54% dos portugueses permaneceram em casa, entre sexta-feira e domingo de Páscoa, com o índice de mobilidade este ano a ser 76% superior face ao mesmo período de 2020, de acordo com a consultora PSE. Quanto ao indicador do confinamento, houve uma redução de 27% relativamente ao ano passado.
No sábado, o confinamento foi de 49,2%. Se compararmos com os quatro sábados anteriores, o valor médio do confinamento foi de 51,8% nestes dias (também eles com restrições), segundo a PSE. Já no domingo de Páscoa, esse valor ficou nos 56,5%, uma descida substancial face aos 79% do ano passado.

«Em termos gerais, o fim-de-semana de Páscoa revelou uma mobilidade em linha com o que são os sábados e domingos na atualidade mais recente: menor mobilidade do que nos dias úteis, e
mais portugueses a efetuarem deslocações de proximidade», adianta a empresa.
Analisando toda a semana da Páscoa, é possível verificar que este ano o confinamento manteve-se estável em torno de 40% até quinta-feira, um valor ligeiramente superior do que na semana
anterior. Depois teve um pico na 6ªfeira santa, e o valor mais elevado de confinamento, no Domingo de Páscoa.
Já nos dias úteis, o confinamento verificado este ano esteve próximo dos valores verificados antes da pandemia, em 2019. Em média o confinamento de 2021, nesta Semana Santa, esteve apenas cerca de nove pontos acima dos valores “normais”, nos dias úteis.

Por sua vez, «na Sexta-Feira Santa, Sábado e Domingo de Páscoa, fica claro que o confinamento deste ano ficou a meio caminho, entre a situação pré-pandémica e o pico do 1º lockdown, que foi a Páscoa
do ano passado. Diga-se apenas, que este sábado teve uma maior mobilidade e um menor confinamento, pois o valor verificado foi apenas 9 pontos superior à Páscoa de 2019».
Se olharmos para toda a Semana Santa, em 2019 (num ano normal) o confinamento médio de toda a semana foi de 35%, em 2020 este valor foi de 65% (com um máximo de 79% no domingo
de Páscoa), e em 2021, o confinamento médio da semana ficou-se nos 46% (11 p.p. acima do valor de 2019).
Mobilidade foi 76% superior à verificada no ano passado
«O Índice de Mobilidade da PSE é um indicador em que a base 100 correspondente à mobilidade na situação pré-covid. Ou seja, 100 é a mobilidade “normal” antes da pandemia», explica a consultora.
«Assim, vemos que na Semana da Páscoa de 2019 a mobilidade real dos portugueses teve um índice de 92%, ou seja, 8pp menos do que numa semana normal. Já na Semana Santa de 2020 ponto mais alto do 1º lockdown, a mobilidade desceu para o índice 39. E esta ano, no período homólogo, a mobilidade obteve o índice 69».
Ou seja, adianta, «ficou numa situação intermédia, entre a situação pré-covid e a semana do ano passado, onde estávamos em pleno confinamento. Por isso, podemos dizer que a mobilidade registada este ano foi 76% superior à mobilidade do ano passado, na mesma Semana Santa».
«Há que notar que as limitações impostas para a Páscoa deste ano, foram, como se sabe, inferiores às restrições impostas no período mais agudo do primeiro lockdown desta pandemia, que coincidiu com a Páscoa do ano passado», ressalva a PSE.
Índice de mobilidade no primeiro dia da segunda fase de desconfinamento foi de 90%
Para além do confinamento no primeiro dia desta segunda fase de desconfinamento se ter fixado em 37.8%, cerca de 42% da população teve destinos de deslocação a mais de 10 quilómetros da sua residência. «Ou seja, quem circulou, circulou mais», revela PSE.

«Como resultado, a mobilidade registada no dia 5 de abril, segunda-feira, início da segunda fase de desconfinamento já teve um índice de 90% de um dia normal anterior à pandemia», sublinha a empresa.








