Preparar líderes para os desafios do sector financeiro

A Nova SBE tem vindo a afirmar-se como uma das principais escolas europeias de negócios, com uma forte aposta na internacionalização e inovação.

Revista Risco

Nos últimos anos, a Nova School of Business and Economics tem vindo a destacar-se nos rankings internacionais de escolas de negócios, consolidando a sua reputação como uma referência europeia no ensino de Gestão e Finanças. A conquista da prestigiada “Triple Crown” de acreditações internacionais, a aposta na internacionalização e na inovação pedagógica, e o desenvolvimento de programas alinhados com as exigências do mercado financeiro global são apenas alguns dos factores que explicam esta ascensão. Em entrevista à Risco, Pedro Oliveira, Dean, e Marta Pimentel, directora executiva da Formação de Executivos da Nova SBE, explicam como a escola se posiciona para formar os líderes financeiros do futuro, respondendo aos desafios da digitalização, sustentabilidade e da transformação contínua das carreiras.

Quais os principais factores que explicam a ascensão da Nova SBE no top dos rankings internacionais de Gestão e Finanças nos últimos anos?
Pedro Oliveira (PO): A ascensão da Nova SBE nos rankings internacionais deve-se a uma combinação de factores estratégicos. Destaca-se o investimento contínuo na excelência académica, com programas inovadores e alinhados com as exigências do mercado global. A escola também tem fortalecido a sua presença internacional, reflectida na diversidade do corpo docente e discente, e na expansão de parcerias globais. Além disso, a obtenção de acreditações internacionais reforça a sua reputação e compromisso com a qualidade.



Em que medida a conquista da “Triple Crown” de acreditações contribui para consolidar a reputação da Nova SBE como uma referência europeia em ensino de negócios?
PO: A obtenção da “Triple Crown” – acreditações da AACSB, EQUIS e AMBA – é um reconhecimento de excelência concedido a menos de 1% das escolas de negócios mundialmente. Esta distinção valida a qualidade dos programas académicos, a relevância da investigação e o impacto global da escola, consolidando a Nova SBE como uma referência no ensino de negócios na Europa. 

De que forma a aposta na internacionalização, reflectida na diversidade do corpo estudantil e docente, reforça a qualidade do ensino na escola?
PO: A internacionalização é um pilar fundamental da Nova SBE. Com estudantes de mais de 70 nacionalidades e um corpo docente com formação e experiência internacional, a escola promove um ambiente multicultural que enriquece a aprendizagem. Esta diversidade prepara os alunos para actuar em contextos globais e estimula a troca de perspectivas, essencial para a formação de líderes adaptáveis e inovadores.

Quais as características distintivas dos programas de mestrado em Gestão e Finanças que mais valorizam a preparação dos alunos para o mercado financeiro global?
PO: Os programas de mestrado da Nova SBE destacam-se pela combinação de rigor académico e aplicação prática. O currículo é desenhado para desenvolver competências técnicas e analíticas, com ênfase em projectos reais e estágios que facilitam a inserção no mercado. A escola também oferece oportunidades de mobilidade internacional e acesso a uma rede global de alumni e empresas parceiras, preparando os alunos para carreiras de sucesso no sector financeiro global. 

A formação executiva é uma resposta directa às necessidades do sector. Pode dar exemplos de novos programas orientados para profissionais financeiros?
Marta Pimentel (MP): A Nova SBE Executive Education aposta na aprendizagem ao longo da vida. O objectivo é permitir que os profissionais actualizem as suas competências de forma contínua, seja através de upskilling – a actualização de competências já existentes – ou de reskilling, que envolve a aquisição de competências totalmente novas. No caso dos profissionais do sector financeiro, o upskilling pode ser realizado em programas intensivos como ESG para Gestores, Sustainable Finance ou Future of Finance. Já o reskilling pode passar por pós-graduações em áreas emergentes e estratégicas como a Pós-Graduação em Transição para a Sustentabilidade ou a Pós-Graduação em Data & AI for Business (online), ou até por programas mais abrangentes como o Mestrado Executivo em Finanças e Mercados Financeiros ou o Mestrado Executivo Avançado em Gestão.

De que maneira a formação executiva da escola se adapta às diferentes fases da carreira dos profissionais – desde os recém-graduados até aos líderes?
MP: Cada vez mais trabalhamos com o conceito de longevidade profissional, a qual exige planeamento e formação contínua, com foco em competências estratégicas e “portáteis”, úteis em diferentes contextos. Profissionais como os da geração “cabeça de prata” mostram como experiência, saúde e maturidade agregam valor. Assim, é essencial que cada profissional construa o seu portefólio de competências de forma consciente e intencional, preparando-se não apenas para os desafios presentes, mas também para as missões futuras ao longo da sua jornada profissional. Por exemplo, quem actua em gestão de risco financeiro pode desenvolver capacidades também úteis em riscos reputacionais ou cibernéticos, além de competências como comunicação e negociação, essenciais para desafios futuros.

Quais são os principais sectores de actividade e geografias onde os graduados da Nova SBE têm vindo a consolidar as suas carreiras?
PO: Os graduados da Nova SBE têm presença significativa em sectores como consultoria, banca de investimento, tecnologia e bens de consumo. Geograficamente, destacam-se em mercados como Reino Unido, Alemanha, Suíça, Brasil e Angola, reflectindo a formação internacional e a capacidade de adaptação a diferentes contextos culturais e económicos. 

Que papel desempenham as parcerias com empresas globais e a rede de alumni na integração dos estudantes no mercado financeiro internacional?
PO: As parcerias com empresas globais proporcionam aos estudantes oportunidades de estágios, projectos e networking, facilitando a transição para o mercado de trabalho. A rede de alumni, com mais de 21 mil membros em diversos sectores e países, é um recurso valioso para mentoria, aconselhamento de carreira e abertura de portas em organizações de referência no sector financeiro. 

O sector financeiro enfrenta actualmente grandes desafios como a digitalização e a transição verde. Como é que os programas da Nova SBE integram estas tendências nas suas metodologias e conteúdos?
MP: Do ponto de vista da digitalização, os programas abordam temas como inteligência artificial, data & analytics, blockchain e automatização de processos, proporcionando aos participantes uma compreensão prática e estratégica das novas tecnologias aplicadas às finanças.
Na esfera da sustentabilidade, temos vindo a reforçar a oferta formativa com programas dedicados a ESG, finanças sustentáveis e transição sustentável, permitindo aos profissionais desenvolver uma visão integrada entre desempenho financeiro e um impacto sistémico, ambiental e social, tornando-os aptos a responder às exigências regulatórias e às expectativas dos investidores e da sociedade.
Conscientes de que o processo de aprendizagem de adultos acontece em múltiplos espaços, timings e formatos, baseamo-nos na aprendizagem activa e experiencial, permitindo que os participantes desenvolvam competências com aplicabilidade imediata. Esta abordagem assegura que os profissionais do sector financeiro não apenas acompanham as mudanças, mas ajudam a liderá-las.

Como é que a escola promove o desenvolvimento de competências transversais – como análise de dados, pensamento crítico e gestão de risco – essenciais para o futuro do sector financeiro?
PO: A Nova SBE integra no seu currículo disciplinas que desenvolvem competências transversais, essenciais no actual contexto financeiro. Através de programas como o Mestrado em Business Analytics, os alunos adquirem competências em análise de dados, pensamento crítico e gestão de risco, preparando-os para enfrentar desafios complexos e tomar decisões informadas em ambientes dinâmicos. 

Quais são os próximos passos estratégicos da Nova SBE para reforçar ainda mais o seu papel como referência para a formação de líderes financeiros globais?
PO: A Nova SBE continua a investir em inovação pedagógica, internacionalização e fortalecimento de parcerias estratégicas. Os próximos passos incluem a expansão de programas interdisciplinares, o aumento da colaboração com instituições académicas e empresas líderes a nível global, e o reforço do compromisso com a sustentabilidade e responsabilidade social, formando líderes financeiros preparados para os desafios do futuro.

Que mensagem gostaria de deixar aos futuros alunos e profissionais do sector financeiro que procuram uma formação de excelência alinhada com o futuro?
PO: A Nova SBE convida todos os que aspiram a liderar no sector financeiro a juntar-se a uma comunidade dinâmica e internacional, comprometida com a excelência, inovação e impacto social. Aqui, os estudantes encontrarão uma formação que alia rigor académico a experiências práticas, preparando-os para construir carreiras significativas e contribuir positivamente para a sociedade global. 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.