Cinco arguidos são acusados de enganarem dezenas de investidores, alguns dos quais portugueses. Pelas mãos de grupo criminoso terão passado cerca de 100 milhões de euros, lesando dezenas de vítimas, avança o “Público”.
Os burlões resolveram utilizar Portugal entre 2017 e 2019, altura em que foram detidos. Embora neste julgamento só estejam em causa transacções no valor de cerca de 16 milhões, os investigadores estimam que ao todo tenham passado pelas mãos dos arguidos e de outros cúmplices seus cerca de 100 milhões.
Os cinco suspeitos começaram esta semana a ser julgados. As investigações da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária prosseguem, no pressuposto de que terão passado pelas mãos deste grupo criminoso e de cúmplices seus que ainda não foram apanhados cerca de 100 milhões de euros.
Segundo o jornal, criavam sites para atraírem as suas vítimas. «As páginas tinham a aparência de um site legítimo de investimentos financeiros, designadamente em criptomoeda», relata a acusação do Departamento Central de Investigação e Acção Penal. De nacionalidade romena e brasileira, os burlões telefonavam aos interessados, após fazerem uma selecção prévia daqueles que se inscreviam no site para obterem mais informações, e prometiam-lhes montantes avultados. Alegavam que possuíam investimentos que proporcionavam muitos milhares de euros, através de aplicações seguras e sem riscos.
Um cidadão suíço a quem deram acesso a uma plataforma online que supostamente lhe permitia acompanhar o crescimento do seu dinheiro começou por depositar 30 mil euros numa das múltiplas contas que os criminosos abriram, neste caso no Santander Totta, em nome de firmas legitimamente abertas em território nacional mas sem qualquer tipo de actividade. Os ramos de negócio eram diversificados, do vestuário infantil aos computadores, passando pelas energias renováveis. Em 2018, o suíço Jean Simon recebeu juros por três vezes: 15 mil euros em primeiro lugar, outro tanto numa segunda vez e por fim mais 34 mil. Em Agosto desse ano entregou mais de 400 mil euros. Conclusão. nunca mais o dinheiro, desviado para paragens como a Turquia, a China ou a Tailândia.




