Poder de compra das pensões altas penalizado em 10%

As pensões que estão actualmente acima dos 2.633 euros perderam 10% do seu poder de compra desde 2006, prejudicadas pela fórmula de actualização das pensões, castigadas pelo fraco crescimento económico e os cortes da troika, noticia o “Jornal de Negócios”. 

Revista de Imprensa

As pensões que estão actualmente acima dos 2.633 euros perderam 10% do seu poder de compra desde 2006, prejudicadas pela fórmula de actualização das pensões, castigadas pelo fraco crescimento económico e os cortes da troika, noticia o “Jornal de Negócios”. 

Em causa está o escalão que actualmente se situa entre os seis IAS (2.387 euros este ano) e os 12 IAS (5.266 euros). A fórmula de actualização de pensões só garante a manutenção do poder de compra quando a economia cresce acima de 3%, o que não tem acontecido. Estas pensões preparam-se para ficar, em 2020, sem qualquer aumento ou actualização, o que acontecerá pela oitava vez em dez anos ou pela nona vez em 14 anos.



Segundo cálculos do jornal, com base nas actualizações decididas desde 2006 e na inflação média registada nos anos anteriores aos aumentos (com habitação), uma pensão deste escalão perdeu 10% do seu valor em termos reais.

O “Jornal de Negócios” avança ainda que o raciocínio é extensível a pensões de valor médio, agora acima dos 878 euros por mês (um escalão que até 2017 acabava nos 659 euros). No caso de uma pensão de cerca de mil euros a perda face à actualização que as pensões teriam se fosse acompanhada a inflação (com habitação) é de 6%.

Já para os que têm as pensões mais baixas (85%), actualmente até 878 euros (2 IAS), as contas não são generalizáveis, porque só uma parte das pensões ficou congelada e só uma parte foi abrangida pelos aumentos extraordinários, aplicados por pensionista e não por pensão. No caso de uma pensão mínima de carreira superior a 31 anos (pouco mais de 400 euros) abrangida pelo aumento extraordinário, o valor em 2020 já supera o que resultaria da mera actualização da inflação.

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