Paxlovid: Antiviral da Pfizer reduz em 26% o risco de ter Covid longa

O medicamento antiviral Paxlovid permite uma redução de 26% do desenvolvimento de Covid-19 longa, indica um novo estudo apresentado este mês, que demonstra que em cada 100 pessoas que tomaram o medicamento, surgiram cerca de menos 2,3 casos de coronavírus ativo ao longo de 90 dias após a infeção inicial.

Beatriz Maio

O medicamento antiviral Paxlovid permite uma redução de 26% do desenvolvimento de Covid-19 longa, indica um novo estudo apresentado este mês, que demonstra que em cada 100 pessoas que tomaram o medicamento, surgiram cerca de menos 2,3 casos de coronavírus ativo ao longo de 90 dias após a infeção inicial.

Este tratamento é relatado como “eficaz” na redução da hospitalização e morte por Covid-19 para os que são elegíveis para o tomar, o que inclui pessoas com alto risco de desenvolver doença grave a partir de uma infeção de coronavírus.

A pesquisa, que analisou pessoas com pelo menos um risco subjacente de desenvolver doenças graves, tais como o excesso de peso, doença cardíaca ou diabetes, concluiu que o Paxlovid está associado a um risco de morte 48% mais baixo e a um risco de hospitalização 30% mais baixo após a infeção inicial.

O estudo, financiado pelo Departamento de Assuntos Veteranos dos Estados Unidos, partilhado pela revista Fortune, reconheceu os benefícios deste medicamento a longo prazo quando tomado na fase inicial após o contágio, entre um e cinco dias depois.

“Estamos a começar a compreender que se poderia provavelmente reduzir o risco de Covid-19 a longo prazo”, informou o coautor do estudo e chefe de investigação e desenvolvimento do VA Saint Louis Health Care System Ziyad Al-Aly, acrescentando: “Isso é um raio de esperança aqui”, dado que o antiviral pode oferecer alguma proteção no desenvolvimento de sintomas associados à Covid-19 longa para os grupos de risco.

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Segundo Ziyad Al-Aly, o Paxlovid “reduz o risco de problemas agudos e potencialmente o risco de complicações a longo prazo”. Quanto ao estado de vacinação, acredita-se que este não influencia os resultados, assim como caso a pessoa tenham estado infetada anteriormente.

Os investigadores monitorizaram o desenvolvimento de Covid-19 longa, especificamente nos doentes com, pelo menos, um dos 12 sintomas 90 dias após a infeção, incluindo falta de ar, fadiga, dores musculares, doença cardíaca isquémica, disritmia, trombose da veia profunda, embolia pulmonar, doença hepática, lesão renal aguda, diabetes, perturbações neuro cognitivas e tosse.

Todos os sintomas, exceto tosse e diabetes, estão relacionados significativamente com Paxlovid. Al-Aly explicou que são criados diferentes sintomas pós infeção por diferentes mecanismos que reagem com ao medicamento de formas variadas.

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O coautor do estudo revelou ainda as preocupações futuras: “Avaliar se o Paxlovid em indivíduos de menor risco, pessoas jovens que não têm problemas de saúde, reduz o risco de Covid-19 longa vai ser uma prioridade urgente”, revelou Al-Aly.

É recomendado realizar este tratamento cinco dias após receber o resultado positivo à Covid-19, por isso a sua eficácia varia consoante o tempo de toma após infeção.

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