Papa Francisco morre aos 88 anos

Informação avançada esta segunda-feira.A notícia foi confirmada oficialmente pelo Vaticano, através de um vídeo divulgado esta manhã. A morte do Sumo Pontífice ocorre após várias semanas de internamento no Hospital Gemelli, onde deu entrada a 14 de fevereiro devido a uma bronquite com infeção polimicrobiana, que evoluiu posteriormente para uma pneumonia bilateral.

Pedro Gonçalves

O Papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, faleceu esta segunda-feira, aos 88 anos, em Roma. A notícia foi confirmada oficialmente pelo Vaticano, através de um vídeo divulgado esta manhã. A morte do Sumo Pontífice ocorre após várias semanas de internamento no Hospital Gemelli, onde deu entrada a 14 de fevereiro devido a uma bronquite com infeção polimicrobiana, que evoluiu posteriormente para uma pneumonia bilateral.

Francisco, que liderava a Igreja Católica desde março de 2013, entrou para a história como o primeiro Papa jesuíta e o primeiro latino-americano a ser eleito pontífice. Nascido em Buenos Aires, Argentina, destacou-se ao longo do seu pontificado por uma abordagem pastoral marcada pela simplicidade, empatia e compromisso com os marginalizados, colocando a luta contra a pobreza e a exclusão social no centro da sua ação.



Apesar da idade avançada e dos antecedentes de saúde — nomeadamente a remoção parcial de um pulmão na juventude —, o Papa manteve-se ativo até muito perto da sua morte. Na última quinta-feira, enviou uma mensagem aos participantes de um curso para responsáveis pelas celebrações litúrgicas episcopais, na qual apelava a um ministério marcado pela humildade:

“Exorto-vos a propor e fomentar um estilo litúrgico que exprima o seguimento de Jesus, evitando ostentações inúteis ou protagonismos (…) convido-vos a exercer o vosso ministério com discrição, sem vos vangloriais dos resultados do vosso serviço”, escreveu, deixando uma espécie de testamento espiritual.

Nos últimos dias, a evolução do seu estado clínico parecia indicar uma ligeira melhoria. No entanto, na sexta-feira, fontes do hospital comunicaram um episódio de broncoespasmo isolado, que provocou um agravamento súbito do quadro respiratório. A situação revelou-se irreversível.

Francisco sucedeu a Bento XVI, que abdicou do cargo em 2013, e rapidamente se afirmou como uma figura transformadora no seio da Igreja. Defensor do diálogo inter-religioso, da inclusão das periferias, da transparência financeira no Vaticano e com uma voz crítica face às desigualdades globais, o seu pontificado foi por muitos descrito como “revolucionário” num contexto marcado por desafios crescentes para a instituição católica.

A sua última aparição pública ocorreu na bênção Urbi et Orbi no Domingo de Páscoa, a partir da varanda central da Basílica de São Pedro, onde, visivelmente fragilizado, dirigiu palavras de esperança ao mundo. A Santa Sé deverá anunciar nas próximas horas os preparativos para as exéquias pontifícias e o início do processo de eleição de um novo Papa, através do habitual Conclave dos cardeais.

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